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	<title>Arquivos Direitos - Maria Cecília</title>
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		<title>A participação de mulheres e meninas na ciência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Cecília]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 13 Feb 2023 13:30:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ciência]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres e meninas na ciência]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), desde 2015, comemora no dia 11 de fevereiro o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. A data faz parte de um compromisso global assumido pela organização na busca por maior igualdade de direitos entre homens e mulheres, principalmente em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), desde 2015, comemora no dia 11 de fevereiro o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência. A data faz parte de um compromisso global assumido pela organização na busca por maior igualdade de direitos entre homens e mulheres, principalmente em relação à educação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Meninas e meninos têm o mesmo potencial para seguir carreira em áreas da ciência. Contudo, a diferença principal são os obstáculos enfrentados por cada grupo, dificultando o acesso à educação de qualidade e o estímulo adequado para persistirem nos estudos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conheça alguns dados importantes para o cenário de participação de mulheres e meninas na ciência e veja algumas ações práticas que estão sendo desenvolvidas para mudar essa conjuntura. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Dados da participação de mulheres e meninas na ciência</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com dados da própria UNESCO, apenas cerca de </span><a href="http://uis.unesco.org/sites/default/files/documents/fs60-women-in-science-2020-en.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">30% dos cientistas em todo o mundo são mulheres</span></a><span style="font-weight: 400;"> (dados de 2017). Na América Latina, cerca de 45% são mulheres — o segundo melhor resultado entre os continentes. Os dados para o Brasil são feitos a partir de estimativas e estão entre 45% e 55%. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No dia 9 de fevereiro, a </span><a href="https://news.un.org/pt/story/2023/02/1809497" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Comissão Econômica da ONU para América Latina e Caribe, a Cepal</span></a><span style="font-weight: 400;">, reuniu autoridades para discutir a implementação de políticas de igualdade de gênero. O Secretário Executivo da Cepal, José Manuel Salazar-Xirinachs mencionou que nos setores de engenharia, indústria e construção, a participação feminina é de apenas 30,8% no ensino superior, e tecnologias de informação e comunicação, com apenas 18% de estudantes mulheres.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dados de 2015 mostram que as mulheres detêm aproximadamente 54% dos diplomas de Mestrado e Doutorado no Brasil — um aumento de 10% em relação às duas décadas anteriores, segundo a pesquisa “</span><a href="https://www.cgee.org.br/web/rhcti/mestres-e-doutores-2015" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Mestres e Doutores 2015 — Estudos da demografia da base técnico-científica brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;">”. Contudo, quando olhamos para áreas como Matemática e Ciência Computacional, elas são menos de 25%, como explica a pesquisadora Fernanda de Negri no artigo “Women in Science: still invisible” no relatório “The Status of Women in Brazil: 2019”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda segundo Negri, outro ponto de atenção é a presença de mulheres no topo da carreira. Por aqui, pesquisadores com um elevado nível de produtividade recebem um subsídio do governo como forma de incentivo ao trabalho e, segundo dados de 2018, apenas 24% eram mulheres. E mais: apenas 14% dos membros da Academia Brasileira de Ciências são mulheres. </span></p>
<p><a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101784_informativo.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Segundo dados de 2019 do IBGE</span></a><span style="font-weight: 400;">, as mulheres são 46,8% dos professores do Ensino Superior, um aumento de cerca de 3% em relação a 2013. Em cargos de gerência, apenas 37% deles são ocupados por elas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fernanda de Negri menciona ainda que uma pesquisa da revista Nature afirmou que 70% dos artigos científicos publicados por brasileiros foram escritos por mulheres nos anos de 2012 a 2018. Isso evidencia que não só existem mulheres interessadas em produzir ciência como elas estão ativamente fazendo parte desse setor e, ainda assim, continuam sub-representadas nos cargos mais altos da carreira. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>A importância da interseccionalidade</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2022, aconteceu o evento </span><a href="https://www.nature.com/articles/d41586-022-00722-2" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">“Breaking Barriers for Gender Equity Through Research”</span></a><span style="font-weight: 400;">, organizado e apresentado por editores da Springer Nature. Nele, cientistas de áreas como física e matemática puderam falar sobre a sub-representação de mulheres pesquisadoras nessas áreas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um tema recorrente nas apresentações foi a necessidade de ações que considerem a interseccionalidade como fator. Isto é, mulheres que são parte de outra minoria, como raça, classe ou identidade de gênero, tendem a ter uma representação ainda menor. </span></p>
<p><a href="https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101784_informativo.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Voltando aos dados do IBGE,</span></a><span style="font-weight: 400;"> uma pessoa do sexo feminino, com mais de 14 anos e que se declara da cor branca, gasta em média 20 horas semanais com cuidados pessoais ou afazeres domésticos. Enquanto isso, esse mesmo perfil, mas com a autodeclaração de pele parda ou preta, gasta em média 22 horas. Homens, de qualquer perfil, gastam entre 10 e 11 horas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais horas de dedicação aos cuidados domésticos significa, em muitos casos, menos horas disponíveis para estudo e dedicação à carreira. A diferença entre pessoas brancas e de pele parda ou preta, muitas vezes, está pautada também pela renda, aumentando a distância entre os dois cenários. Por isso, mais do que a inserção de mulheres, é importante pensar também em ampliar os perfis de participação. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Como estimular o ingresso de meninas na ciência? </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Começa na base da educação o caminho para garantir que mais mulheres participem da produção de ciência no Ensino Superior. Por isso, é fundamental garantir que meninas tenham não só acesso à educação de qualidade, mas sejam estimuladas a participar desses setores.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As campanhas e informações e sensibilização sobre o tema também são importantes para que o problema seja reconhecido para começar a ser discutido e, quem sabe, transformado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No artigo </span><a href="https://www.theguardian.com/women-in-leadership/women-leadership-blog/2014/oct/20/women-science-engineering-under-representation"><span style="font-weight: 400;">“Why women are under-represented in science and engineering”</span></a><span style="font-weight: 400;">, publicado no The Guardian, a professora Julia King afirma que a confiança, a visibilidade e a linguagem são alguns dos motivos para a sub-representação de mulheres na ciência e na engenharia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela explica que ao dizer que bonecas são para meninas e Lego são para meninos, estamos condicionando crianças a acreditarem que atividades práticas não são para garotas. Isto é, a sociedade não tem confiança de que elas possam executar bem esse tipo de atividade. Essa perspectiva é evidenciada por King ao mencionar que apenas 30% dos homens dizem ter algum tipo de questionamento sobre a própria capacidade, enquanto as mulheres são 50%. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto é a linguagem: o discurso da ciência e dos cientistas é sempre direcionado a homens usando palavras no masculino. Uma pesquisa conduzida desde os anos 1960 demonstra muito bem a potência dessa ideia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há cerca de 50 anos pesquisadores vêm conduzindo a experiência </span><a href="https://www.edutopia.org/article/50-years-children-drawing-scientists/"><span style="font-weight: 400;">“Draw a scientist”</span></a><span style="font-weight: 400;">, em português, “Desenhe um/a cientista” — termo que, em inglês, não carrega marcas de gênero. O experimento é feito com crianças de 11 anos e pede que elas desenhem um/a cientista fazendo ciência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na primeira rodada do teste, em 1966, de 5.000 desenhos analisados, apenas 28 representavam uma cientista mulher — todos feitos por meninas. Em 2016, cerca de 58% das meninas e 28% de todos os estudantes fizeram o desenho do sexo feminino. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos últimos anos o estudo foi ampliado para crianças de outras idades e outra questão surgiu para os pesquisadores: quanto mais avançada a idade dos alunos, menor a porcentagem de cientistas mulheres nos desenhos. Isso demonstra que a mudança vem acontecendo, e as meninas estão à frente desse processo, mas ainda falta um importante caminho a ser trilhado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os resultados desse estudo também estão conectados com o terceiro ponto levantado no artigo da professora Julia King: visibilidade. Para que meninas vejam a carreira na ciência como opções viáveis ou possíveis, elas precisam ver que existem outras mulheres nesse caminho. Ter acesso a modelos de representação é fundamental. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Projetos que apoiam a inserção de mulheres e meninas na ciência</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Como inspirar mudanças como essa vista nos estudos do “Draw a scientist”? Existem diversos projetos que estão nesse caminho e separamos aqui algumas iniciativas nacionais e internacionais: </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Sudeste</b></h3>
<p><a href="http://meninaciencia.each.webhostusp.sti.usp.br/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Vai ter menina na ciência</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O evento planeja incentivar estudantes (meninas) do ensino fundamental 2 (oitavo e nono anos) e ensino médio (estudantes-meninas de cursinho também) em carreiras relacionadas com Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática. (USP/SP)</span></p>
<p><a href="http://each.uspnet.usp.br/petsi/grace/?page_id=94" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Incentivando Garotas na Computação </span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Projeto que visa contribuir com a aproximação de meninas adolescentes à carreira da Computação. (USP/SP)</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Nordeste </b></h3>
<p><a href="https://www.gov.br/cetene/pt-br/areas-de-atuacao/futuras-cientistas" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Programa Futuras Cientistas</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Futuras Cientistas é um programa do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene) que estimula o contato de alunas e professoras da rede pública de ensino com as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática; a fim de contribuir com a equidade de gênero no mercado profissional. </span></p>
<p><a href="https://edu.ieee.org/br-ufcg-wie/engenheiras-da-borborema/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Engenheiras da Borborema</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Projeto criado na Universidade Federal de Campina Grande, na Paraíba, que tem como objetivo levar conhecimento da Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM) a alunas do ensino médio de escolas públicas e incentivá-las a seguirem carreiras nessa área. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Centro-Oeste </b></h3>
<p><a href="https://www.meninas.cic.unb.br/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Meninas.comp</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Meninas.comp é um projeto que fomenta a inclusão de meninas de escolas públicas do Distrito Federal por meio de iniciativas que estimulam esse público a ingressar em cursos ocupados majoritariamente por homens. O projeto foi idealizado por professoras do Departamento de Ciência da Computação da Universidade de Brasília </span></p>
<p><a href="https://meninas.sbc.org.br/sobre/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Programa Meninas Digitais</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Programa Meninas Digitais pretende divulgar a área de Computação e suas tecnologias para despertar o interesse de meninas estudantes do ensino médio em seguir uma carreira em Computação e está sob a coordenação da Secretaria Regional da Sociedade Brasileira de Computação (SBC) em Mato Grosso. </span></p>
<p><a href="https://www.instagram.com/investigamenina/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Projeto Investiga Menina!</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Projeto de Goiânia, Goiás, com o objetivo de promover ações coletivas para o benefício da comunidade escolar, visando proporcionar experiências e informações sobre as contribuições das mulheres para a criação de recursos científicos e tecnológicos. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h3><b>Sul </b></h3>
<p><a href="https://meninasemulheresnascienciasufpr.blogspot.com/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Projeto de Extensão Mulheres e Meninas na Ciência</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O projeto da Universidade Federal do Paraná visa estimular a formação, inserção e manutenção científica, acadêmica e tecnológica de meninas e mulheres nas ciências e qualificar docentes e estudantes. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O que é o Direito de Acesso a dados pessoais?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Cecília]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 03 Jun 2022 13:43:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dados Pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos]]></category>
		<category><![CDATA[dados pessoais]]></category>
		<category><![CDATA[direito de acesso]]></category>
		<category><![CDATA[direitos dos titulares]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Os direitos dos titulares, no âmbito da Lei Geral de Proteção de Dados, estão assegurados no Art. 17 da Lei e tem como objetivo possibilitar que toda pessoa tenha assegurada a titularidade e o controle sobre seus dados pessoais. A Lei possui um capítulo inteiro (Capítulo III – arts. 17 a 22) dedicado ao regime dos direitos dos titulares de dados pessoais. Ao lado de outros direitos, o direito de acesso, constitui o que se denomina direitos ARCO - Acesso, Retificação, Cancelamento e Oposição, considerados como a espinha dorsal da Lei e, bastante comum em outras regulações de proteção de dados ao redor do mundo.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Ao lado de outros direitos, o <strong>direito de acesso</strong>, constitui o que se denomina direitos ARCO &#8211; Acesso, Retificação, Cancelamento e Oposição, considerados como a espinha dorsal da Lei e, bastante comum em outras regulações de proteção de dados ao redor do mundo.</span></p>
<p>Neste artigo, entenda o que é o Direito de Acesso a dados pessoais e como ele pode ser exercido. Vamos lá?</p>
<h2>O que é Direito de Acesso a dados pessoais?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos moldes da LGPD, o <strong>direito de acesso</strong> permite que o titular acesse quais <a href="https://mariaceciliagomes.com.br/voce-sabe-o-que-sao-os-dados-pessoais-compreenda-o-conceito/" target="_blank" rel="noopener">dados pessoais</a> são mantidos sobre ele, como estão sendo tratados e com quem são compartilhados. Especialmente em um ecossistema de tratamento de dados cada vez mais complexo, o direito de acesso pode desempenhar um papel crucial na proteção de direitos e garantias dos titulares de dados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os <strong>direitos dos titulares</strong> tem como objetivo possibilitar que toda pessoa tenha assegurada a titularidade e o controle sobre seus dados pessoais. No âmbito da Lei Geral de Proteção de Dados, estão assegurados no Art. 17. </span><span style="font-weight: 400;">Além disso, a Lei possui um capítulo inteiro (Capítulo III – arts. 17 a 22) dedicado ao regime dos direitos dos titulares de dados pessoais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, após um pedido de acesso aos dados pelo titular, deve ser possível verificar a adequação de uma organização aos outros princípios, como necessidade, finalidade, qualidade e não discriminação. Ainda, o direito de acesso pode ser uma oportunidade para as organizações melhorarem a relação e o atendimento ao titular, principalmente ao responderem às demandas de direito de acesso de forma eficiente e transparente, sempre maximizando a qualidade dos dados pessoais que possuem.</span></p>
<h2>Como o titular deve ser informado ao exercer o seu Direito de Acesso?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No exercício do direito de acesso é indispensável que o titular seja informado sobre as categorias de dados objeto de tratamento, bem como sobre o conteúdo desses dados. Dessa forma, em uma resposta ao direito de acesso, não basta que o responsável pelo tratamento informe ao titular que o tratamento incide sobre o seu nome, endereço, data de nascimento e interesses.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O responsável pelo tratamento tem de informar e compartilhar com o titular, por exemplo, o nome: José; endereço: Endereço: Avenida Paulista, 100, São Paulo; a data de nascimento: 17.03.1991; e outros dados sobre compartilhamentos, tratamentos, direitos de titulares e demais informações extraídas, como inferências que gosta de forró, tem interesse em tecnologia e viagens para a Ásia. É importante também que seja fornecida a origem desses dados e a base legal para o tratamento.</span></p>
<p>?Caso você entenda que algum preceito da LGPD foi descumprido, você pode realizar uma denúncia à autoridade competente: <a href="https://mariaceciliagomes.com.br/como-fazer-uma-denuncia-a-anpd/" target="_blank" rel="noopener">confira aqui como realizar uma denúncia à ANPD.</a></p>
<h2><b>Como exercer o Direito de Acesso a dados pessoais?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para exercer o direito de acesso, o titular deve entrar em contato com qualquer organização que trate seus dados pessoais e solicitar o acesso aos dados objeto de tratamento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas organizações possuem plataformas específicas para solicitação de direitos, mas caso a organização não possua, basta solicitar através de algum contato institucional, como e-mail, carta, verbalmente, ou outra forma que a demanda chegue à organização. Normalmente as organizações possuem um endereço de e-mail encarregado@ ou privacidade@ em seu site, ou podem ter um contato geral ou endereço de e-mail de suporte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, escreva para a organização, incluindo seu nome completo, endereço e telefone de contato, e caso tenha qualquer informação usada pela organização para identificá-lo ou distingui-lo de outros com o mesmo nome (números de conta, IDs exclusivos etc.); e inclua detalhes das informações específicas que você precisa e quaisquer datas relevantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A resposta poderá se dar de duas formas: </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">(i) em formato simplificado, caso a confirmação ou o acesso seja providenciado imediatamente; </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">(ii) por meio de declaração clara e completa, com indicação da origem dos dados, inexistência de registro, critérios utilizados e finalidade do tratamento, conforme o caso, no prazo de quinze dias a contar da data do requerimento do titular dos dados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em relação aos custos, o requerimento referido deverá ser atendido sem custos para o titular, nos prazos e nos termos previstos em regulamento (art. 18, §5º).</span></p>
<p>Confira um modelo de solicitação de Acesso a Dados pessoais. <span style="font-weight: 400;">Lembre-se de incluir seu nome completo e outros detalhes relevantes para ajudar a identificá-lo:</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h3><b>Modelo de solicitação de acesso a dados pessoais</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Prezados,</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Solicito que forneça os dados pessoais que possui sobre mim, que tenho direito a receber por previsão da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), mantidos em:</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">[Forneça detalhes específicos de onde pesquisar os dados pessoais que deseja, por exemplo:]</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">meu arquivo pessoal;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">meus registros médicos (entre 2014 e 2017) mantidos pelo &#8216;Dr X&#8217; no &#8216;hospital Y;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">demonstrações financeiras (entre 2013 e 2017) mantidas na conta número xxxxx.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">dados de processo seletivo (entre 2019 e 2020) no processo X.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso precise de mais informações, por favor me avise o mais rápido possível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">[Se relevante, indique se você prefere receber os dados em um formato eletrônico específico ou impresso].</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pode ser útil para você saber que a LGPD exige que você responda a uma solicitação de dados pessoais dentro de quinze dias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você normalmente não lida com essas solicitações, envie esta carta ao seu responsável pela proteção de dados ou membro da equipe relevante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com os melhores cumprimentos,</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">[Assinatura]</span></p>
<hr />
<p><span style="font-weight: 400;">Após enviar o seu pedido, guarde uma cópia da solicitação e de todas as mensagens trocadas com a organização, isso será importante se você precisar reclamar mais tarde à ANPD que a organização não lhe forneceu as informações às quais você tem direito após fazer a solicitação de acesso a dados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso a organização não forneça os dados completos ou não responda, você pode procurar outras formas de solucionar essa demanda. Caso ainda não tenha visto, o texto anterior traz informações de como fazer uma denúncia a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e os órgãos de defesa do consumidor. </span><a href="https://mariaceciliagomes.com.br/como-fazer-uma-denuncia-a-anpd/"><span style="font-weight: 400;">Confira aqui!</span></a></p>
<h2><b>Quero aprender mais! por onde posso começar?</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O propósito deste artigo foi apresentar um breve panorama de como fazer uma solicitação de acesso a dados pessoais. Contudo, o tema é mais profundo e existe uma série de conteúdos que você pode acessar para continuar estudando.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vamos apresentar, aqui, algumas dessas fontes. Bons estudos! ?</span></p>
<h3><b>Para ler</b></h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.migalhas.com.br/coluna/migalhas-de-protecao-de-dados/335310/o-direito-de-acesso-na-lei-geral-de-protecao-de-dados-pessoais--lgpd"><span style="font-weight: 400;"> O direito de acesso na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD);</span></a></li>
</ul>
<h3><b>Para assistir</b></h3>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://youtu.be/Zce6jYlAe8w"><span style="font-weight: 400;">Quais direitos são garantidos pela LGPD?</span></a></li>
</ul>
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