Publicado no TI Inside em agosto de 2026, este artigo analisa o deepfake de Jair Bolsonaro exibido na convenção nacional do Partido Liberal e o que ele revela sobre os limites da regulação eleitoral diante da IA generativa. O texto examina a distinção entre o art. 9º-B e o art. 9º-C da Resolução 23.755 do TSE, mostrando que incluir um aviso de transparência não cancela a violação da proibição absoluta ao deepfake, e traz o precedente internacional do partido paquistanês PTI, que usou a mesma estratégia com a voz clonada de Imran Khan nas eleições de 2024 — num vácuo normativo que o Brasil não tem.
O artigo também mapeia a corrida armamentista de conteúdo sintético já em curso entre PL e PT antes do início oficial da campanha, com dados sobre as ações no TSE, e encerra com a pergunta que orienta o debate: enquanto o custo de uma multa eleitoral for menor do que o impacto orgânico de um deepfake numa convenção nacional, os partidos continuarão fazendo a mesma conta.
TI Inside, agosto de 2026
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