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	<title>Você pesquisou por ia - Maria Cecília</title>
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		<title>Regulação de IA no Brasil e no mundo: o que aconteceu no 1º semestre de 2025?</title>
		<link>https://mariaceciliagomes.com.br/regulacao-de-ia-no-brasil-e-no-mundo-o-que-aconteceu-no-1o-semestre-de-2025/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Cecília]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 02 Jun 2025 14:48:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dados]]></category>
		<category><![CDATA[Dados Pessoais]]></category>
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		<category><![CDATA[Inteligência Artificial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Se 2024 foi um ano de discussões intensas sobre regulação da inteligência artificial, 2025 já começou com decisões e mudanças significativas no campo. A crescente implementação de sistemas autônomos e modelos generativos fez com que governos ao redor do mundo adotassem novas diretrizes para equilibrar inovação e responsabilidade. Mas quais foram os principais avanços nesses [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400">Se 2024 foi um ano de discussões intensas sobre regulação da inteligência artificial, 2025 já começou com decisões e mudanças significativas no campo. A crescente implementação de sistemas autônomos e modelos generativos fez com que governos ao redor do mundo adotassem novas diretrizes para equilibrar inovação e responsabilidade. Mas quais foram os principais avanços nesses primeiros meses do ano?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Enquanto a </span><a href="https://commission.europa.eu/news/ai-act-enters-force-2024-08-01_pt"><span style="font-weight: 400">União Europeia dá os últimos retoques no AI Act</span></a><span style="font-weight: 400"> e os </span><a href="https://www.theverge.com/news/629831/subpoena-ai-gop-political-bias"><span style="font-weight: 400">Estados Unidos intensificam investigações sobre o uso de IA em grandes plataformas</span></a><span style="font-weight: 400">, o Brasil avança na criação de um marco regulatório próprio. Mas será que estamos no caminho certo?</span></p>
<h2><b>Brasil: avanços e desafios no PL de IA</b><span style="font-weight: 400"> </span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">No Brasil, o Projeto de Lei sobre Inteligência Artificial (Projeto de Lei n° 2338, de 2023) avançou no Congresso, tendo sido apresentado na Câmara dos Deputados em 17 de março de 2025.  O PL propõe um </span><a href="https://www.dataprivacybr.org/a-construcao-da-legislacao-de-inteligencia-artificial-no-brasil-analise-tecnica-do-texto-que-sera-votado-no-plenario-do-senado-federal/"><span style="font-weight: 400">marco regulatório para o desenvolvimento e uso da IA no País</span></a><span style="font-weight: 400"> e visa estabelecer padrões de transparência, responsabilidade e segurança, assegurando que as aplicações de IA respeitem os direitos fundamentais e promovam o bem-estar social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A proposta do PL estabelece a criação do </span><a href="https://www.gov.br/anpd/pt-br/assuntos/noticias/anpd-e-formalizada-como-coordenadora-do-sistema-nacional-de-inteligencia-artificial"><span style="font-weight: 400">Sistema Nacional de Regulação e Governança de Inteligência Artificial (SIA), formalizando a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) como coordenadora</span></a><span style="font-weight: 400">. Esse sistema é integrado pela coordenação (ANPD); por Autoridades setoriais (Anatel, Anvisa, Anac, Aneel, Banco Central, etc); Conselho Permanente de Cooperação Regulatória de Inteligência Artificial (CRIA); e pelo Comitê de Especialistas e Cientistas de Inteligência Artificial (CECIA). Vale destacar que </span><a href="https://desinformante.com.br/pl-ia-aprovado-senado/"><span style="font-weight: 400">o projeto sofreu cortes em pontos como direitos na proteção dos trabalhadores em relação a sistemas de IA</span></a><span style="font-weight: 400">, mas ainda contempla direitos mínimos, medidas de governança e sistemas de fiscalização para proteger os trabalhadores dos impactos negativos da IA.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Um dos pontos mais relevantes de destaque é a participação social e de entidades dos mais diversos setores da sociedade. Tem-se construído, a partir dos debates multissetoriais, uma regulamentação equilibrada e dialógica, sem abrir mão da inovação ou da segurança jurídica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, em 11 de março de 2025, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) publicou a </span><b>Resolução nº 615</b><span style="font-weight: 400">, estabelecendo diretrizes para o desenvolvimento, uso e governança de soluções de IA nos tribunais brasileiros.</span></p>
<p><b>Principais diretrizes da Resolução nº 615:</b></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400"><b>Governança e Auditoria:</b><span style="font-weight: 400"> Os tribunais devem implementar processos internos que garantam a segurança e a transparência das soluções de IA, prevenindo erros e vieses discriminatórios. ​Confira mais detalhes em artigo de Laura Schertel Mendes e Rodrigo Badaró no </span><a href="https://www.conjur.com.br/2025-mar-15/inteligencia-artificial-na-justica-brasileira-desafios-eticos-e-caminhos-normativos/"><span style="font-weight: 400">Consultor Jurídico. </span></a></li>
<li style="font-weight: 400"><b>Classificação de Riscos:</b><span style="font-weight: 400"> A </span><a href="https://sintse.tse.jus.br/documentos/2025/Mar/14/diario-da-justica-eletronico-cnj/resolucao-no-616-de-11-de-marco-de-2025-altera-a-resolucao-cnj-no-468-2022-que-dispoe-sobre"><span style="font-weight: 400">resolução </span></a><span style="font-weight: 400">define critérios para classificar soluções de IA conforme seu nível de risco, com regulamentações mais rigorosas para aplicações consideradas de alto risco, como sistemas de identificação biométrica para monitoramento de comportamento. </span></li>
<li style="font-weight: 400"><b>Proibições Específicas:</b><span style="font-weight: 400"> É vedado o uso de IA para avaliar traços de personalidade ou comportamentais de indivíduos com o intuito de prever crimes ou a probabilidade de reincidência, bem como para classificar pessoas com base em atributos sociais ou comportamentais na avaliação de direitos e méritos judiciais. ​</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400">Em maio de 2025 ocorreu </span><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1160383-comissao-que-vai-analisar-projeto-sobre"><span style="font-weight: 400">a instauração da comissão especial</span></a><span style="font-weight: 400">, presidida pela deputada Luisa Canziani e com relatoria do deputado Aguinaldo Ribeiro. No dia 27 de maio de 2025 aconteceu a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KKoXZAZTKjU"><span style="font-weight: 400">Segunda reunião extraordinária da Comissão Especial</span></a><span style="font-weight: 400"> para a apresentação do </span><a href="https://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-temporarias/especiais/57a-legislatura/comissao-especial-sobre-inteligencia-artificial-pl-2338-23/outros-documentos/plano-de-trabalho-apresentado-em-27-05-25"><span style="font-weight: 400">plano de trabalho</span></a><span style="font-weight: 400"> que foi aprovado com aditamentos (inclusão de novos especialistas e ciclos de debates específicos por setor, por exemplo). A próxima reunião foi agendada para o dia 10 de junho e trata-se de realização de audiência pública e deliberação de requerimentos.</span></p>
<h2><b>União Europeia: a implementação do AI Act e AI Action Summit</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Na Europa, o AI Act entrou em fase de implementação prática, com as primeiras diretrizes detalhadas para a classificação de risco dos sistemas de IA. As regras se tornaram ainda mais rigorosas para aplicações de alto risco, como por exemplo, reconhecimento facial em espaços públicos e sistemas preditivos na segurança pública. Empresas que não se adaptarem podem enfrentar sanções financeiras significativas, o que tem levado </span><i><span style="font-weight: 400">startups</span></i><span style="font-weight: 400"> que atuam com esses tipos de sistemas, a repensar os seus modelos de negócio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A abordagem do AI Act segue a lógica de </span><b>classificação de risco</b><span style="font-weight: 400">, com regras mais rígidas para sistemas que podem impactar direitos fundamentais, como reconhecimento facial e decisões automatizadas no setor público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No entanto, algumas mudanças de última hora têm gerado críticas. Empresas de tecnologia pressionam para suavizar exigências, alegando que uma regulamentação excessiva pode impor barreiras à inovação e ao desenvolvimento. Já grupos de defesa de direitos digitais cobram regras mais duras, principalmente para a IA generativa, como o ChatGPT. O impasse está colocado: regular demais ou de menos pode gerar efeitos colaterais imprevistos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Ainda em âmbito Europeu, Paris sediou o </span><a href="https://www.elysee.fr/en/sommet-pour-l-action-sur-l-ia"><span style="font-weight: 400">AI Action Summit</span></a><span style="font-weight: 400"> em fevereiro de 2025, reunindo líderes globais para discutir estratégias e políticas relacionadas à IA. O evento contou com a presença de mais de 1.000 (mil) participantes de mais de 100 (cem) países, incluindo chefes de Estado, representantes de organizações internacionais, acadêmicos e membros da sociedade civil. O principal foco do Summit foi explorar as oportunidades econômicas proporcionadas pela IA, embora questões de segurança e ética também tenham sido abordadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O primeiro </span><a href="https://assets.publishing.service.gov.uk/media/679a0c48a77d250007d313ee/International_AI_Safety_Report_2025_accessible_f.pdf"><span style="font-weight: 400">Relatório Internacional de Segurança de IA</span></a><span style="font-weight: 400"> orientou as </span><a href="https://www.gov.uk/government/news/first-international-ai-safety-report-to-inform-discussions-at-ai-action-summit"><span style="font-weight: 400">discussões no evento</span></a><span style="font-weight: 400">. Publicado em 29 de janeiro de 2025 pelo governo do Reino Unido, contando com a colaboração de 96 (noventa e seis) especialistas em IA, incluindo representantes indicados por 33 (trinta e três) países e organizações intergovernamentais, o relatório explora os avanços e riscos da inteligência artificial ao redor do mundo na atualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Durante o Summit, a União Europeia anunciou o lançamento do </span><a href="https://ec.europa.eu/commission/presscorner/detail/en/ip_25_467"><span style="font-weight: 400">InvestAI</span></a><span style="font-weight: 400">, uma iniciativa de €200 (duzentos) bilhões destinada a impulsionar o desenvolvimento de IA no continente. Este investimento inclui €20 (vinte) bilhões para a construção de “gigafábricas” de IA, visando treinar modelos de grande escala e complexidade. Além disso, uma coalizão de mais de 60 (sessenta) empresas europeias lançou a EU AI Champions Initiative, planejando investir €150 (cento e cinquenta) bilhões em negócios e infraestruturas relacionadas à IA nos próximos cinco anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">No entanto, o Summit também evidenciou </span><a href="https://fortune.com/2025/02/11/paris-ai-action-summit-ai-safety-sidelined-economic-opportunity-promoted/"><span style="font-weight: 400">divergências significativas entre as nações</span></a><span style="font-weight: 400">. </span><a href="https://www.theguardian.com/technology/2025/feb/11/us-uk-paris-ai-summit-artificial-intelligence-declaration"><span style="font-weight: 400">Estados Unidos e Reino Unido optaram por não assinar a declaração conjunta</span></a><span style="font-weight: 400"> que visava promover uma IA inclusiva e sustentável, alegando preocupações com possíveis impactos na inovação e na segurança nacional. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, enfatizou uma abordagem mais otimista e menos regulatória em relação à IA, alinhada à política &#8220;America First&#8221; do presidente Donald Trump.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Essas diferenças destacam os desafios na busca por uma governança global unificada para a IA. Enquanto a União Europeia e outras nações defendem uma regulamentação mais rigorosa para garantir o uso ético e seguro da tecnologia, países como os EUA e o Reino Unido trazem um balanço expressando receios de que regulamentações excessivas possam sufocar a inovação e a competitividade.</span></p>
<h2><b>Estados Unidos: mudança de governo e ordens executivas</b><span style="font-weight: 400"> </span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Em janeiro de 2025, o presidente Donald Trump </span><a href="https://www.estadao.com.br/link/cultura-digital/trump-revoga-lei-que-tentava-mitigar-riscos-da-inteligencia-artificial-nprei/?srsltid=AfmBOophlzwYs6WTdArUSJfYFkS_o94j_TxFKLnHuEnUprkrxcUXAKRF"><span style="font-weight: 400">assinou uma ordem executiva revogando as regulamentações estabelecidas por seu antecessor</span></a><span style="font-weight: 400">, Joe Biden, relacionadas à Inteligência Artificial. Trump considerou essas regulamentações &#8220;perigosas&#8221;, argumentando que impediam a inovação ao impor controles governamentais desnecessários. A nova diretriz busca promover sistemas de IA “livres de vieses ideológicos” e “manter a liderança global dos EUA nessa tecnologia”. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Além disso, Trump instruiu seus assessores a desmantelar políticas anteriores. A nova ordem estabelece a criação de um Plano de Ação em Inteligência Artificial dentro de 180 dias, visando reforçar a dominância global dos EUA em IA e promover a competitividade econômica, segurança nacional e o bem-estar humano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A OpenAI enfatizou a importância de investimentos externos e regulamentações de apoio para manter a liderança dos EUA em IA em relação à China. Em seu </span><a href="https://openai.com/global-affairs/openais-economic-blueprint/"><span style="font-weight: 400">&#8220;Economic Blueprint&#8221;</span></a><span style="font-weight: 400">, a empresa destacou a necessidade de investimentos em chips, dados e energia, além de regulamentações nacionais imediatas. A OpenAI alertou que US$175 (cento e setenta e cinco) bilhões em fundos globais de investimento em IA poderiam migrar para a China se não fossem atraídos pelos EUA, potencialmente elevando a posição global chinesa. </span></p>
<h2><b>China: controle e padronização estatal</b><span style="font-weight: 400"> </span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Enquanto isso, a República Popular da China avançou em sua regulação com novas diretrizes obrigando empresas a submeter modelos de IA generativa à revisão estatal antes de lançá-los ao mercado &#8211; A Administração do Ciberespaço da China, a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, o Ministério da Educação, o Ministério da Ciência e Tecnologia, o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação, o Ministério da Segurança Pública e a Administração Nacional de Rádio e Televisão divulgaram em conjunto as Medidas Provisórias para a Gestão de Serviços de Inteligência Artificial Generativa. Trata-se da primeira regulamentação administrativa sobre a gestão de serviços de IA Generativa da China, que </span><a href="https://www.whitecase.com/insight-our-thinking/ai-watch-global-regulatory-tracker-china"><span style="font-weight: 400">entrou em vigor em 15 de agosto de 2023 e tem sido implementada durante o ano de 2025, inclusive com novas regras entrando em vigor no mês de setembro deste ano</span></a><span style="font-weight: 400">.</span></p>
<p><a href="https://www.terra.com.br/noticias/deepseek-r1-o-que-se-sabe-sobre-ia-lancada-pela-china,15b50a93a67e99abf8d83627dbb07f9acttlizlc.html#google_vignette"><span style="font-weight: 400">Em janeiro de 2025, a DeepSeek lançou seu primeiro aplicativo de chatbot gratuito</span></a><span style="font-weight: 400">, baseado no modelo DeepSeek-R1, disponível para iOS e Android. Em menos de três semanas, o aplicativo superou o ChatGPT como o mais baixado na App Store dos Estados Unidos, </span><a href="https://www.infomoney.com.br/mercados/queda-de-us-465-bilhoes-da-nvidia-devido-a-deepseek-e-maior-da-historia-do-mercado/"><span style="font-weight: 400">provocando uma queda de 13% (U$465 bilhões de queda) nas ações da Nvidia</span></a><span style="font-weight: 400">. Esse sucesso foi descrito como &#8220;uma revolução na IA&#8221;, marcando o início de &#8220;uma nova era de política arriscada em matéria de IA&#8221;. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A DeepSeek, oficialmente conhecida como Hangzhou DeepSeek Artificial Intelligence Basic Technology Research Co., Ltd., é uma empresa chinesa de inteligência artificial especializada no desenvolvimento de modelos de linguagem de grande porte (LLMs) de código aberto. Fundada em 2023 por Liang Wenfeng, cofundador do fundo de hedge High-Flyer, a empresa está sediada em Hangzhou, Zhejiang. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O modelo DeepSeek-R1 destacou-se por oferecer desempenho comparável a outros LLMs contemporâneos, como o GPT-4 da OpenAI, mas com custos significativamente menores. Enquanto </span><a href="https://www.forbes.com/sites/katharinabuchholz/2024/08/23/the-extreme-cost-of-training-ai-models/"><span style="font-weight: 400">o treinamento do GPT-4 custou cerca de US$100 milhões</span></a><span style="font-weight: 400"> em 2023, </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cdd9m3rp271o"><span style="font-weight: 400">o DeepSeek-R1 foi desenvolvido com um investimento estimado de US$6 milhões</span></a><span style="font-weight: 400">, utilizando apenas um décimo da potência computacional necessária para modelos similares. Esses avanços ocorreram em meio às sanções dos Estados Unidos que visavam restringir a capacidade da China de desenvolver sistemas avançados de IA. </span></p>
<h2><b>Iniciativas dignas de nota ao redor do mundo</b><span style="font-weight: 400"> </span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">É impossível capturar, em um único texto, tudo o que está acontecendo no universo de debates sobre o tema da inteligência artificial. Ainda assim, algumas iniciativas merecem destaque por sinalizarem caminhos distintos – e, muitas vezes, ousados – na tentativa de regular, impulsionar ou redirecionar os rumos da IA ao redor do globo.</span></p>
<p><b>Índia:</b><span style="font-weight: 400"> Em janeiro de 2025, o governo indiano anunciou a criação do </span><a href="https://indiaai.gov.in/article/india-takes-the-lead-establishing-the-indiaai-safety-institute-for-responsible-ai-innovation"><span style="font-weight: 400">Instituto de Segurança em IA para Inovação Responsável em IA (IndiaAI Safety Institute for Responsible AI Innovation)</span></a><span style="font-weight: 400"> para garantir a aplicação ética e segura de modelos de IA. O instituto promoverá pesquisas alinhadas à diversidade social, econômica, cultural e linguística do país, utilizando conjuntos de dados locais e colaborando com instituições acadêmicas e do setor privado.</span></p>
<p><b>Singapura:</b><span style="font-weight: 400"> Em maio de 2025, Singapura apresentou o </span><a href="https://aisafetypriorities.org/"><span style="font-weight: 400">&#8220;Consenso de Singapura sobre Prioridades Globais de Pesquisa em Segurança de IA&#8221;</span></a><span style="font-weight: 400"> durante a </span><a href="https://www.wired.com/story/singapore-ai-safety-global-consensus/"><span style="font-weight: 400">Conferência Internacional sobre Representações de Aprendizado (ICLR)</span></a><span style="font-weight: 400">. A iniciativa visa promover a colaboração internacional na pesquisa de segurança de modelos de IA avançados, enfatizando o desenvolvimento seguro de modelos e o controle de comportamentos de IA.</span></p>
<p><b>Arábia Saudita:</b><span style="font-weight: 400"> Em maio de 2025, </span><a href="https://www.poder360.com.br/poder-tech/principe-saudita-lanca-a-humain-empresa-estatal-de-ia/"><span style="font-weight: 400">a Arábia Saudita lançou a empresa de inteligência artificial Humain</span></a><span style="font-weight: 400">, com o objetivo de desenvolver centros de dados avançados e fortalecer a infraestrutura tecnológica do país. A iniciativa faz parte da estratégia do governo para diversificar sua economia e se tornar um ator global no setor de IA. No mesmo mês, a Humain anunciou uma </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/economia/nvidia-e-humain-anunciam-parceria-para-fabricas-de-ia-na-arabia-saudita/"><span style="font-weight: 400">parceria com a Nvidia para o desenvolvimento de “fábricas de IA”</span></a><span style="font-weight: 400"> na Arábia Saudita, com o intuito de posicionar o país como uma referência no setor no Oriente Médio.</span></p>
<h2><b>E o que vem por aí?</b><span style="font-weight: 400"> </span></h2>
<p><span style="font-weight: 400">O primeiro semestre de 2025 sinalizou que a regulação da IA está avançando de forma acelerada e não homogênea pelo mundo. Países membros da União Europeia têm implementado estruturas regulatórias abrangentes, como o AI Act, que estabelece classificações de risco e diretrizes rigorosas para o uso de IA. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Já nos Estados Unidos, apesar da existência de debates intensos, a abordagem tem sido mais fragmentada, com investigações específicas e ordens executivas que refletem mudanças das políticas internas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">Em contraste, muitas nações (majoritariamente do Sul Global) enfrentam desafios como infraestrutura limitada, falta de expertise técnica e recursos financeiros restritos, o que dificulta a elaboração e a implementação de regulamentações eficazes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400">A ausência de uma abordagem coordenada globalmente contribui para disparidades na governança da IA em diferentes jurisdições, aumentando o risco de lacunas regulatórias que podem ser exploradas por atores mal-intencionados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400">O desafio continua sendo encontrar um ponto de equilíbrio entre a necessidade de regulação e a busca por um ambiente favorável à inovação. Os próximos meses prometem novas discussões e ajustes legislativos que podem redefinir os rumos dessa temática. Estaremos acompanhando de perto.</span></p>
<h2><b>Para os curiosos de plantão</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400">Abaixo deixamos algumas indicações de materiais para aprofundar o tema desenvolvido por aqui:</span></p>
<ul>
<li><span style="font-weight: 400">[Podcast] Podcast Café da Manhã &#8211; </span><a href="https://open.spotify.com/episode/6yt01FNc0VG3sQq0xl8zgx?go=1&amp;sp_cid=3adf2b9fbd03c824d6e7e641b96e648f&amp;utm_source=embed_player_p&amp;utm_medium=desktop&amp;nd=1&amp;dlsi=187f707c588142ef"><span style="font-weight: 400">A IA em debate no Congresso</span></a></li>
<li><span style="font-weight: 400">[Análise Técnica] </span><a href="https://www.dataprivacybr.org/a-construcao-da-legislacao-de-inteligencia-artificial-no-brasil-analise-tecnica-do-texto-que-sera-votado-no-plenario-do-senado-federal/"><span style="font-weight: 400">A construção da legislação de Inteligência Artificial no Brasil: análise técnica do texto que será votado no Plenário do Senado Federal</span></a></li>
<li><span style="font-weight: 400">[Matéria] Fortune &#8211; </span><a href="https://fortune.com/2025/02/11/paris-ai-action-summit-ai-safety-sidelined-economic-opportunity-promoted/"><span style="font-weight: 400">The Paris AI Action Summit was a fork in the road—but whether the chosen path leads to prosperity or disaster remains unclear</span></a></li>
<li><span style="font-weight: 400">[Matéria] </span><a href="https://direitosnarede.org.br/2024/06/18/projeto-de-lei-n-2338-2023/"><span style="font-weight: 400">Projeto de Lei n. 2338/2023: Por uma regulação de Inteligência Artificial que defenda direitos!</span></a></li>
<li><span style="font-weight: 400">[Relatório] </span><a href="https://assets.publishing.service.gov.uk/media/679a0c48a77d250007d313ee/International_AI_Safety_Report_2025_accessible_f.pdf"><span style="font-weight: 400">International AI Safety Report </span></a></li>
<li><span style="font-weight: 400">[Livro] </span><a href="https://www.pucpress.com.br/publicacoes/pre-lancamento-a-etica-da-inteligencia-artificial-principios-desafios-e-oportunidades/"><span style="font-weight: 400">A Ética da Inteligência Artificial: Princípios, Desafios e Oportunidades</span></a></li>
</ul>
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		<title>Guia Boas Práticas de Proteção de Dados Pessoais no STF</title>
		<link>https://mariaceciliagomes.com.br/midia-publicacao/guia-boas-praticas-de-protecao-de-dados-pessoais-no-stf/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Cecília]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 28 Jan 2025 13:57:29 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) lança nesta terça (28) o “Guia Boas Práticas de Proteção de Dados Pessoais no STF”, elaborado pelo grupo de trabalho que apoia as atividades de adequação do Tribunal à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGDP). (Maria Cecília trabalhou no Guia e faz parte do GT). Disponível nas versões [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O Supremo Tribunal Federal (STF) lança nesta terça (28) o “<a href="https://bibliotecadigital.stf.jus.br/xmlui/handle/123456789/7488" target="_blank" rel="noreferrer noopener" data-type="URL" data-id="https://bibliotecadigital.stf.jus.br/xmlui/handle/123456789/7488">Guia Boas Práticas de Proteção de Dados Pessoais no STF</a>”, elaborado pelo grupo de trabalho que apoia as atividades de adequação do Tribunal à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGDP). (Maria Cecília trabalhou no Guia e faz parte do GT).</p>
<p>Disponível nas versões física e digital, o material traz, em 40 páginas, diversos conceitos e dicas para a proteção de dados pessoais, como hipóteses legítimas para tratamento de dados, armazenamento e eliminação seguros dessas informações e ações a serem adotadas em casos de incidentes de segurança relacionados com o tema.</p>
<p>O guia, organizado em dez tópicos, visa auxiliar o público interno do Supremo a entender os princípios e as práticas que garantem o uso responsável de dados pessoais, com proteção à privacidade e diminuição dos riscos à segurança das informações.</p>
<p>Além disso, o compartilhamento das experiências e aprendizados do STF tem o potencial de influenciar positivamente a cultura de proteção de dados em todo o Poder Judiciário.</p>
<p>Fonte: <a href="https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/tribunal-lanca-guia-de-boas-praticas-de-protecao-de-dados-pessoais/">https://noticias.stf.jus.br/postsnoticias/tribunal-lanca-guia-de-boas-praticas-de-protecao-de-dados-pessoais/</a></p>
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		<item>
		<title>Parecer &#8211; Política de Privacidade e Termos de Uso do WhatsApp 2021</title>
		<link>https://mariaceciliagomes.com.br/midia-publicacao/parecer-politica-de-privacidade-e-termos-de-uso-do-whatsapp-2021/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Cecília]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jul 2024 14:05:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Em 2021, a SUM OF US (atual Ekō), que é uma organização internacional, apresentou uma série de questionamentos sobre a nova política de privacidade e os termos de uso do aplicativo WhatsApp, solicitando uma opinião legal sobre a sua conformidade em relação à legislação brasileira de proteção de dados. A análise resultou na elaboração de [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Em 2021, a SUM OF US (atual Ekō), que é uma organização internacional, apresentou uma série de questionamentos sobre a nova política de privacidade e os termos de uso do aplicativo WhatsApp, solicitando uma opinião legal sobre a sua conformidade em relação à legislação brasileira de proteção de dados. A análise resultou na elaboração de um estudo que analisa quais seriam as bases legais para tanto, bem como se deveria ser assegurado o direito de oposição (opt-out) aos consumidores, com foco no compartilhamento de dados entre o aplicativo WhatsApp com o grupo Meta.</p>
<p>O parecer contém 59 páginas e busca responder uma série de questionamentos, possuindo como principal pergunta: &#8220;Tendo em vista o regime estabelecido pela LGPD, em diálogo com o Código de Defesa do Consumidor, o tratamento de dados do WhatsApp e, mais especificamente, o compartilhamento de dados para finalidade marketing-publicidade e <em>analytics</em> com o grupo econômico do Facebook, Inc. é (i)legal?&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Capítulo de livro &#8211; Proteção de Dados: Temas Controvertidos, Volume 2, Editora Foco</title>
		<link>https://mariaceciliagomes.com.br/midia-publicacao/capitulo-de-livro-protecao-de-dados-temas-controvertidos-1a-ed-2024-volume-2/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Cecília]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 May 2024 17:10:04 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Sobre a obra Proteção de Dados: Temas Controvertidos &#8211; 1ª Ed &#8211; 2024 &#8211;  Volume 2 Link da obra “Pois aqui, nesta obra plural, costurada em vários alinhavos afetivos, que ora vem à estampa, ainda que sob o recorte jurídico, percebe-se a interdisciplinaridade da temática acerca da realidade engendrada a partir dos dados e, desta forma, trata do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<h4>Sobre a obra Proteção de Dados: Temas Controvertidos &#8211; 1ª Ed &#8211; 2024 &#8211;  Volume 2</h4>
<p><a href="https://www.editorafoco.com.br/produto/protecao-dados-temas-controvertidos-vol-2-2024">Link da obra</a></p>
<p>“Pois aqui, nesta obra plural, costurada em vários alinhavos afetivos, que ora vem à estampa, ainda que sob o recorte jurídico, percebe-se a interdisciplinaridade da temática acerca da realidade engendrada a partir dos dados e, desta forma, trata do seu resguardo ainda em construção no panorama nacional. Os artigos foram assomados, forjando, de modo geral, uma tessitura totalmente distinta do primeiro volume à medida em que não se tem apenas uma atualização, mas, principalmente, há um alargamento das perspectivas e um alinhamento de outros enfoques em um aprofundamento compatível com o que já se passou ao longo dos últimos anos.</p>
<p>Sem mais, cabe aos organizadores agradecer profundamente aos ilustres professores, professoras, juristas, intelectuais de primeira grandeza, que aceitaram participar do volume dois dessa obra, ao tempo em que oferecem ao público leitor importantes reflexões sobre uma matéria de grande valor que marca a existência humana no século XXI, apontando e projetando um futuro não muito distante. Agradece-se, igualmente, à Editora FOCO e sua equipe, na pessoa da Doutora Roberta Densa, pela sensibilidade de compreender a relevância dos artigos publicados neste segundo volume dedicado à temática da proteção de dados e suas implicações na vida contemporânea.</p>
<p>Trata-se, de fato, de um esforço acadêmico em que, a partir da confiança na conjugação de diversos saberes, intenta-se contribuir mais uma vez  para o debate que se projeta como um dos mais elementares para a reafirmação dos corolários do Estado democrático de Direito, vez que se proporciona uma prognose e, como já se mencionou, apresenta  algumas perspectivas de futuro em que os direitos humanos e fundamentais se confirmam como as ferramentas irrenunciáveis para a proteção multinível da pessoa humana, dentro e fora do mundo digital”.</p>
<p>Capítulo de livro &#8220;<span>Incidentes de Segurança envolvendo dados pessoais: uma breve análise da comunicação de incidentes para a ANPD&#8221;. Capítulo de livro escrito em coautoria com Thaianny Gouvea e disponível para compra no site da Editora Foco.</span></p>
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		<item>
		<title>Capítulo de livro &#8211; Influxos da LGPD no Direito Processual, Editora Revista dos Tribunais</title>
		<link>https://mariaceciliagomes.com.br/midia-publicacao/capitulo-de-livro/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Cecília]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Feb 2024 17:18:34 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Capítulo de livro: &#8220;A essencialidade do relatório de impacto à proteção de dados pessoais na conformação de políticas públicas: Uma análise do Caso do IBGE no STF&#8221;. Publicado em 29 de fevereiro de 2024 na obra “Influxos da LGPD no Direito Processual” pela Editora Revista dos Tribunais. Link da obra A obra “Influxos da LGPD [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span>Capítulo de livro: &#8220;A essencialidade do relatório de impacto à proteção de dados pessoais na conformação de políticas públicas: Uma análise do Caso do IBGE no STF&#8221;. Publicado em 29 de fevereiro de 2024 na obra “Influxos da LGPD no Direito Processual” pela Editora Revista dos Tribunais.</span></p>
<p><a href="https://www.livrariart.com.br/lgpd-volume-1-1-edicao-9786526017586/p?order=OrderByReleaseDateDESC">Link da obra</a></p>
<p><span>A obra “Influxos da LGPD no Direito Processual” trata da efetividade de direitos e deveres fundamentais, em diversas perspectivas pertinentes ao campo da proteção de dados e à ciência processual. </span><span>O diferencial consiste no fato de há uma lacuna doutrinária no tratamento do intercâmbio entre o direito fundamental à proteção de dados e o Direito Processual. O âmbito jurídico contemporâneo enfrenta desafios advindos da era exponencial, onde o volume, variedade e velocidade da transmissão dos dados determinam a sociedade da informação e comunicação na qual estamos imersos. A grande quantidade de dados oportuniza o processamento de informações em larga escala, de modo que se faz necessário proteger os seus titulares dos influxos que tal tratamento e utilização podem conduzir, quando pensamos em direitos existenciais, como a personalidade, privacidade, honra e à dignidade da pessoa humana.</span><br />
<span></span></p>
<p><span>Nesse contexto de reconhecimento da proteção dos dados, em uma sociedade digital, um dos ramos do direito, o processual, igualmente vem sendo transformado e refundado em seus institutos. O livro busca, exatamente, contextualizar e conclamar o leitor a tomar conhecimento desses influxos que exsurgem da necessidade de promovermos a efetivação do direito fundamental à proteção dos dados pessoais, sob a perspectiva, igualmente, do processo. </span><span>Afinal, após a leitura dos capítulos que compõem a obra, a reflexão nos levará ao entendimento de que o direito fundamental à proteção de dados não se densifica, em larga medida, sem o anteparo do Direito Processual.</span></p>
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		<item>
		<title>MANIAC &#8211; Benjamín Labatut: uma reflexão</title>
		<link>https://mariaceciliagomes.com.br/maniac-benjamin-labatut-uma-reflexao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Cecília]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Jan 2024 13:11:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[livros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>MANIAC  Autor Benjamín Labatut Editora Todavia 354 páginas 1. edição, 2023 &#160; Essa não é uma resenha, mas sim uma reflexão sobre o livro MANIAC de Benjamín Labatut. Decidi escrever sobre esse livro em especial porque ele aborda muitos assuntos que para mim, tanto na condição de leitora, quanto na condição de profissional que atua [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://todavialivros.com.br/livros/maniac">MANIAC </a></p>
<p>Autor Benjamín Labatut</p>
<p>Editora Todavia</p>
<p>354 páginas</p>
<p>1. edição, 2023</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Essa não é uma resenha, mas sim uma reflexão sobre o livro MANIAC de Benjamín Labatut. Decidi escrever sobre esse livro em especial porque ele aborda muitos assuntos que para mim, tanto na condição de leitora, quanto na condição de profissional que atua na área de tecnologia, causaram reflexões profundas.</p>
<p>Quando li na Revista Quatro Cinco Um uma notícia que anunciava o lançamento de um novo livro do autor chileno Benjamín Labatut, e que o objeto dessa obra era explorar a vida de John Von Neumann, pensei comigo mesma que obviamente eu iria comprar o livro. Seu livro anterior “<a href="https://todavialivros.com.br/livros/quando-deixamos-de-entender-o-mundo">Quando deixamos de entender o mundo</a>”, publicado em 2020 em espanhol e, posteriormente, em 2021 em português, tece de maneira impecável biografia com ficção, a ponto de você não conseguir diferenciar um do outro. Imaginei que a proposta de MANIAC seria seguir nessa estrutura narrativa, onde fica difícil diferenciar fatos de ficção. O sucesso desse livro foi tão grande, que ele foi traduzido para mais de 22 idiomas até o momento, concorreu como finalista aos prêmios International Booker Prize e ao National Book Award em 2021 e entrou na lista do Barack Obama como um dos melhores livros daquele ano.</p>
<p>Portanto, considerando o imenso sucesso de “Quando deixamos de entender o mundo”, posso afirmar que as minhas expectativas e, muito provavelmente, as de outros leitores também, eram bem altas com MANIAC. E aqui, no início dessa reflexão, eu já gostaria de dizer que MANIAC superou todas elas.</p>
<p>O livro é dividido em 3 partes, as quais não são necessariamente lineares, mas que guardam uma correlação entre si, assim como, são desenvolvidas em uma linha temporal que evolui ao longo de quase 1 século. O mais estranho e genial do livro é como ele consegue correlacionar diferentes pessoas, de diferentes lugares do mundo, em épocas distintas, para falar sobre os mesmos temas como: genialidade, obsessão, loucura e obscuridade. Li muitas resenhas depois que eu terminei de ler, as quais contavam um pouco das histórias retratadas em cada uma das 3 partes. Cheguei à conclusão, que do meu ponto de vista, a experiência da leitura se torna melhor sem saber do que se trata exatamente cada uma dessas divisões do livro. Uma vez que descobrir, com o passar das páginas, as ligações entre elas e perceber como elas se desenvolvem em termos cronológicos é fascinante.</p>
<p>O que posso dizer é que a 1 parte conta a história real – em grande parte – de um físico e matemático que via a mudança de paradigmas na física, ao mesmo tempo, em que via surgir o nazismo na Alemanha. A 2 parte é a que aborda a vida de Von Neumann e, aqui, é importante ressaltar a escolha interessante e muito inteligente que Labatut fez de como contar a história desse personagem. Ele não dá voz ao próprio Von Neumann, ou seja, quem conta a história e as percepções sobre a sua personalidade, descobertas científicas, fatos históricos como Los Alamos, o Projeto Manhattan, o desenvolvimento do MANIAC e vários outros, são as pessoas reais que conviveram com ele.</p>
<p>Obviamente, se tratando de uma obra de ficção – algo que descobri que o autor faz questão de afirmar e que ele não gosta que seja descrita como romance &#8211; é a forma como Labatut imaginou que essas pessoas iriam descrever Von Neumann como ser humano e como cientista. Assim como, ele usou livros como referenciais (eles estão indicados nos agradecimentos) para moldar a narrativa em primeira pessoa, em que cada personagem retratado no livro tem espaço para dizer como enxergava Von Neumann. O que é brilhante, porque são muitas vozes e, é possível discernir com clareza a mudança do tom em algumas e, em outras, se torna um pouco mais difícil. Mas por outro lado, isso proporciona uma ampliação do campo de observação do leitor, já que este consegue através de muitos olhos e, os do próprio escritor, tentar entender quem John Von Neumann foi.</p>
<p>Eu fiquei me perguntando ao longo da leitura “Por quê ele fez essa escolha?” “Como ele selecionou as pessoas? Considerando que Von Neumann conviveu com muitas figuras geniais ao longo do século XX”. Assim, depois de terminar o livro, eu fui atrás das entrevistas de lançamento do MANIAC em que Labatut fala sobre o livro, e ele comenta porquê ele fez essa escolha. Ele disse que os deuses e os monstros são melhores quando são mudos. Essa resposta sintetiza a impressão que eu tive ao ler o livro, que na verdade, não está se falando apenas do gênio brilhante, ou, provavelmente, do maior matemático do século XX, está se falando na verdade de um protagonista-antagonista. E, pra mim, esse é o ponto central da obra.</p>
<p>As pessoas no geral tiveram algum grau contato com as descobertas científicas que Von Neumann fez junto com outros pesquisadores, isso porque elas reverberam até hoje, como a teoria dos jogos, o desenvolvimento da ciência da computação, etc. A lista de publicações científicas dele é imensa e extremamente relevante. E, por isso, nós (eu me incluo nisso) tendemos a achar que uma pessoa notável em termos de conhecimento científico, é também uma pessoa notável em termos de caráter e, aqui, mora o engano. O leitor é levado a conhecer Von Neumann desde a infância até o fim da sua vida e é, especialmente, no início desse vislumbre que somos levados a ficar fascinados com a inteligência dele. Até percebermos que não estamos lendo a jornada do Herói, mas a jornada de vida de uma pessoa real, com muitas qualidades e com muitos defeitos – ou sombras. Ou seja, estamos falando sobre a ambiguidade que existe nos seres humanos.</p>
<p>Labatut declarou que a primeira versão de MANIAC tinha 200 páginas a mais, o livro publicado tem quase 400, e que foi necessário um trabalho de revisão editorial intenso para se chegar a versão final. O título do livro tem duplo sentido – e isso não é <em>spoiler</em> &#8211; MANIAC é o acrônimo para o computador desenvolvido por Von Neumann na década de 1950, no caso, o “Mathematical Analyzer, Numerical Integrator and Computer”. Maníaco também é uma das características principais da mente de Von Neumann e, será que não é uma característica presente também nos personagens que compõe as partes 1 e 3 do livro?</p>
<p>Eu conhecia Von Neumann, mas não conhecia os personagens principais das partes 1 e 3, e fiquei chocada com a primeira parte e fascinada com a terceira, por achar a construção narrativa desta última genial. Quanto a parte sobre o personagem principal da obra, ela traz muitas reflexões para quem trabalha na área de tecnologia e com pesquisa. Digo isso porquê tenho posicionamentos extremamente contrários ao desenvolvimento de armas nucleares, um dos principais temas tratados na 2 parte, assim como, tenho sentimentos e reflexões opostos e, muitas vezes, solitários em relação a Inteligência Artificial (IA). Esse tema em específico foi o último em que Von Neumann dedicou tempo e atenção, ele acreditava que era possível uma máquina pensar e se comportar como um humano. Isso no início da década de 1950 e bastante influenciado pelo trabalho anterior de Alan Turing e de muitos outros pesquisadores que são citados no livro.</p>
<p>Labatut apresenta o tema da IA, de forma cronológica, mas ao mesmo tempo contrária ao <em>hype</em> atual. E ser contrário à muitas vezes uma adoração ou encantamento com a IA é algo que em mim ressoa forte. Não acho que a IA vai salvar o mundo ou vai destrui-lo. Ambas sãos visões que para mim soam simplistas. Acredito que a empolgação e o atendimento aos muitos interesses econômicos e políticos é algo que nos impede de enxergar criticamente e com lucidez o que está acontecendo e, como isso irá se desdobrar no futuro em termos de impactos – especialmente os negativos. Para Von Neumann esse tipo de sistema ou máquina era apenas uma questão de tempo. Ele tem uma citação famosa que é indicada no livro e que traduz a forma como ele pensava sobre o tema: “Você insiste que tem coisas que uma máquina não pode fazer. Se você me disser precisamente o que é que uma máquina não pode fazer, sempre poderei criar uma máquina que fará exatamente isso”.</p>
<p>Uma pessoa que não é citada no livro, até porque não está relacionada diretamente as histórias contadas, mas que veio na minha mente em muitos momentos quando falavam da concepção do MANIAC e do trabalho do Nils Aall Barricelli nele, o qual era focado em matemática, computação e biologia, foi o Jaron Lanier. Não sou pesquisadora na área de IA, mas já li muitos artigos científicos e de opinião sobre o tema, e os que me geraram mais reflexão são os do Lanier, não apenas os que tratam sobre IA, mas a visão dele sobre o desenvolvimento tecnológico do mundo nas últimas décadas. Artigos ou livros para mim são muito bons quando eu simplesmente paro na leitura e perco a noção de tempo. Isso porque eu leio rápido e várias páginas de livros ou artigos em um mesmo dia. Mas quando eu paro completamente em uma única página e fico refletindo por muito tempo sobre o que eu acabei de ler é quando eu sei que aquilo vai ter um impacto real na forma como eu penso ou percebo algo. MANIAC me causou isso em muitos momentos, eu reli várias vezes algumas partes, bem como Lanier me causou essa sensação de me perder no tempo em diferentes textos sobre IA que ele escreveu e de afirmar o quanto a história hoje no campo da tecnologia poderia ser diferente, devido a escolhas específicas feitas no passado. Lanier foi um dos grandes responsáveis por desenvolver e nomear o que conhecemos hoje como Realidade Virtual. Por isso, talvez a minha mente tenha feito essa conexão.</p>
<p>Há uma analogia entre esses temas no livro, no momento em que narram quando estavam desenvolvendo a primeira bomba atômica, os cientistas no geral não pensavam sobre o impacto dela, eles se sentiam entusiasmados de conhecer o que ainda não era conhecido, de descobrir o que ainda não tinha sido descoberto. O que é justamente o motivo pelo qual as pessoas pesquisam &#8211; para fazer descobertas &#8211; no entanto, isso não elimina, ou pelo menos, não deveria eliminar a nossa capacidade de agir de forma ética. Com espanto, descobri lendo o livro que Von Neumann foi o responsável por calcular a altura que deveria ser lançada e explodida a bomba em Hiroshima. Os seus cálculos foram feitos com a intenção de que a bomba tivesse um grande impacto e, essa sugestão foi aceita pelo governo americano – calcular para matar o maior número de pessoas – foi uma sugestão do Von Neumann. Um fato histórico que eu desconhecia completamente. Fiquei horrorizada.</p>
<p>Uma mente pode ser lapidada, orientada, nutrida para ser usada para o bem, para o progresso da sociedade, no entanto, o que fica claro no livro (lembrando que essa não deixa de ser uma visão do escritor), é a aparente desconexão que ele em essência tinha entre humanidade – o que significa ser humano – e a necessidade de usar sua mente para tornar absolutamente tudo no mundo, uma mera questão matemática, fria, mecânica e seguindo uma lógica que desconhece o que é empatia. A obsessão pela descoberta dos temas que lhe interessavam, deu a impressão no livro, que tudo e todos ao seu redor eram irrelevantes.</p>
<p>Nos dois livros citados de Labatut, “Quando deixamos de entender o mundo” e “MANIAC”, ambos falam sobre a nossa ausência de reflexão profunda, sobre momentos de ruptura que ocorreram no século XX e que ainda se desdobram em XXI. E, especialmente, em MANIAC, o limiar entre a genialidade e a loucura fica cristalino, os quais parecem estar levando a sociedade para um caminho obscuro, o qual mais uma vez, ela está sendo incapaz de enxergar. Reconheci alguns comentários em “MANIAC” que pareciam entrelinhas de comentários feitos em “Quando deixamos de entender o mundo”, foram poucos, mas os encontrei, na minha opinião foi intencional por parte do autor, mas eu posso estar errada. Quem sabe?</p>
<p>Uma das frases mais bonitas escrita no livro é uma das passagens em que Eugene Wigner narra a percepção dele sobre Von Neumann: &#8220;Jancsi era obcecado por história &#8211; sobretudo pela queda dos impérios antigos &#8211; , e embora seu ódio pelos nazistas fosse essencialmente ilimitado, ele também estava convencido de que saberia exatamente quando partir. Agora eu estremeço com a precisão de algumas de suas previsões, profecias que sem dúvida surgiam de sua incrível capacidade de processar informações <strong>e de filtrar a areia do presente através das correntes da história</strong>&#8220;. pp. 101.</p>
<p>Muitas reflexões são feitas nesse livro e diferentes perspectivas são apresentadas: pessimista, otimista e neutra. Há um limite para o conhecimento humano? Esse limite pode ser superado por uma IA? Ou essa é apenas mais uma ilusão que temos quanto ao desenvolvimento tecnológico? E, na minha visão, uma grande pergunta que fica subentendida: O que é estar desperto?</p>
<p>A mente de Labatut é uma mente de correlações e, sinceramente, esse trabalho de escrita intensa que ele tem no desenvolvimento de ficção com fatos reais é impressionante e admirável. Ele merece todo o reconhecimento que está tendo como escritor e espero que esse texto tenha convencido você a ler Benjamín Labatut.</p>
<p>E, o final, bem o fim do livro é algo que eu adoraria comentar, mas não vou estragar a sua leitura.</p>
<p>Li muitas resenhas, mas vou deixar as 3 que eu mais gostei e que foram publicadas até o momento. <strong>Não recomendo a leitura delas antes de você ler o livro.</strong></p>
<p>Resenhas</p>
<p><a href="https://www.washingtonpost.com/books/2023/09/21/maniac-benjamin-labatut-review-cease-understand/">The Washington Post</a></p>
<p><a href="https://www.nytimes.com/2023/09/29/books/review/benjamin-labatut-the-maniac.html">New York Times</a></p>
<p><a href="https://www.quatrocincoum.com.br/br/resenhas/politica/o-genio-de-outro-mundo">Revista Quatro Cinco Um</a></p>
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		<title>Você sabe o que é Nomofobia? Entenda o conceito e riscos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Maria Cecília]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 09 Oct 2023 21:56:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[nomofobia]]></category>
		<category><![CDATA[redes sociais]]></category>
		<category><![CDATA[segurança digital]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Você seria capaz de passar uma semana inteira sem usar o celular? Atualmente isso seria bastante difícil, seja por questões de trabalho ou para manter contato com outras pessoas. Há algum tempo o aparelho vem deixando de ser um item opcional para se tornar uma necessidade. Esse uso quase obrigatório é impulsionado por aplicativos pensados [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Você seria capaz de passar uma semana inteira sem usar o celular? Atualmente isso seria bastante difícil, seja por questões de trabalho ou para manter contato com outras pessoas. Há algum tempo o aparelho vem deixando de ser um item opcional para se tornar uma necessidade. Esse uso quase obrigatório é impulsionado por aplicativos pensados para prender a atenção do usuário por horas. Esse uso dependente já ganhou nome: nomofobia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inicialmente visto como um dispositivo capaz de aproximar as pessoas e criar uma comunicação mais eficiente, os aparelhos celulares hoje são usados para uma infinidade de coisas. Pedir comida, ouvir música, assistir vídeos, fazer fotos, participar de discussões e mais uma infinidade de usos. Ao lado desse uso constante, existe também uma grande demanda por captação de uso de dados dos usuários para fins publicitários. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As </span><i><span style="font-weight: 400;">big techs</span></i><span style="font-weight: 400;">, grandes empresas de tecnologia, investem cada vez mais em usar esses dados para aperfeiçoar seus aplicativos e tornar os aparelhos e aplicativos cada vez mais indispensáveis para as pessoas. O problema é que as estratégias utilizadas costumam ser prejudiciais à saúde dos usuários, agravando questões relacionadas à saúde mental e física. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conversei com o psicanalista Caio Garrido para saber mais sobre o tema. Garrido é psicanalista e escritor, idealizador da Ubuntu Psicanálise e mestre em Ciências da Saúde pela Unifesp com o tema dos sonhos noturnos (a partir da psicanálise). Tem seis livros publicados, entre romances, poemas, e crônicas, sendo os mais recentes &#8220;Paniricocrônicas: Crônicas dos Sonhos em Tempos de Pandemia&#8221;, projeto contemplado pelo programa ProAC, e o recém-lançado &#8220;A Nova Era Tecnológica: Redes Sociais, Inteligência Artificial e Realidade Virtual – Um olhar psicanalítico e social&#8221;</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>O que é nomofobia? </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A nomofobia é um termo usado para descrever a ansiedade e o medo que algumas pessoas sentem quando estão longe do celular, por exemplo. O termo é uma combinação de &#8220;no mobile phone phobia&#8221;, ou &#8220;fobia de não ter celular&#8221; em tradução livre. Ela pode ser enquadrada como um transtorno de ansiedade classificado como transtorno fóbico-ansioso no CID 10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde) da psicologia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, apesar do termo e da possibilidade de ser encaixado no CID de transtornos de ansiedade, é importante ressaltar que não estamos falando exatamente de uma </span><i><span style="font-weight: 400;">fobia</span></i><span style="font-weight: 400;">. Consultei com o psicanalista Caio Garrido, que possui uma pesquisa voltada para estudar os impactos das tecnologias, para saber melhor sobre a questão. Segundo ele, o termo ainda não é usado na literatura psicanalítica, apesar de estar dentro dos transtornos de ansiedade e poder ser visto sob essa lente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Ainda não se vê uma discussão mais séria em torno desse novo tema das nomofobias nos círculos psicanalíticos mais importantes.&#8221;, ele explica. &#8220;Há sim um contínuo estudo, pesquisa, artigos e livros sendo lançados, assim como conferências na Psicanálise acerca do assunto das novas tecnologias em geral, e o impacto delas em nossa subjetividade. Eu e um colega (Fábio Zuccolotto) acabamos de lançar em 2022 um livro sobre esse tema mais geral, incluindo aí as redes sociais, inteligência artificial e realidade virtual (“A Nova Era Tecnológica: Redes Sociais, Inteligência Artificial e Realidade Virtual – um olhar psicanalítico e social”). O fato é que, inegavelmente, estamos inundados por essas tecnologias em nosso cotidiano, em nossas atividades mais corriqueiras. E devido a isso, uma dependência tecnológica mais patológica pode advir.&#8221;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existindo formalmente ou não, é fato que o termo faz referência a uma condição bastante real e que afeta cada vez mais pessoas: a incapacidade de se distanciar de aparelhos eletrônicos e redes sociais. Mas, ao ser rapidamente denominada como uma </span><i><span style="font-weight: 400;">fobia, </span></i><span style="font-weight: 400;">acabamos reduzindo os impactos desse tipo de tecnologia a apenas essa condição, reduzindo a sua complexidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Garrido explica que a </span><i><span style="font-weight: 400;">fobia</span></i><span style="font-weight: 400;">, &#8220;como estrutura psíquica (que se diferencia da neurose obsessiva, da psicose, e outras) é algo que compromete a vida do sujeito, que parece ser o que acontece no que denominam de nomofobia&#8221;. Mas, quando falamos sobre aparelhos celulares especificamente, há mais que apenas um medo de estar afastado dele, mas um verdadeiro temor, que pode ser relacionado com outros processos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;Sob o guarda-chuva da nomofobia, parece que são colocados vários outros tipos de sintomas psíquicos, fobia esta que pode ser consequência de outros quadros psicopatológicos, ou esses quadros serem apenas facetas dessa identidade maior chamada nomofobia, tais como a ansiedade e fobia social, a compulsão, a agorafobia, as confusões identitárias, as inibições, entre tantos outros.&#8221;, explica Garrido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso é, dentro da simplificação causada pelo nome &#8220;nomofobia&#8221;, estamos falando também de uma condição que interfere em uma série de outras alterações psíquicas. Falar apenas em medo de estar afastado do celular não questiona uma série de outros efeitos que o aparelho causa, além da dependência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por esse motivo é que o que vemos ser chamado de nomofobia não é só um problema do usuário que usa de modo excessivo o celular, mas também uma questão relacionada à responsabilidade das empresas que desenvolvem essas tecnologias. </span><b></b></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Nomofobia ou vício: estamos falando de medo ou compulsão? </b></h2>
<p><a href="https://www.theguardian.com/lifeandstyle/2017/aug/28/does-phone-separation-anxiety-really-exist" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Uma pesquisa dos Estados Unidos</span></a><span style="font-weight: 400;"> indicou aumento da pressão arterial e batimentos cardíacos em pessoas que ficaram muito tempo afastadas de seus smartphones. O FOMO, ou </span><i><span style="font-weight: 400;">Fear Of Missing Out </span></i><span style="font-weight: 400;">[medo de ficar de fora] é justamente o nome dado a essa ansiedade de perder algum acontecimento importante por estar afastado das redes. Uma notificação ou mensagem já podem ser gatilhos para ativar esse medo, criando uma necessidade imediata de checar o celular, por exemplo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Voltando para a psicanálise, como Caio Garrido explica, esse tipo de uso exagerado pode comprometer a nossa capacidade de criar memórias. &#8220;Sigmund Freud dizia que nós só somos capazes de “dar conta” de uma certa quantidade de estímulos. Se uma ação tem dois ou mais focos de atenção, não há possibilidade de criar memória.&#8221; </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os vícios são marcados pela produção de dopamina, um neurotransmissor relacionado à sensação de prazer e alegria. Falando especificamente sobre jogos de azar, Caio Garrido explica que esse sentimento positivo vem mais da tentativa e do risco de perder, do que do ganho em si. A expectativa gera uma descarga maior que o sucesso. Mas, ele ressalta: &#8220;a dopamina tem um certo estoque. Pode haver um déficit se há um excesso de gasto.&#8221;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já as fobias, são &#8220;expressões da conversão da angústia em terror&#8221;, ele explica. A nomofobia, por exemplo, se refere a um temor a uma situação que não é um risco, e o Garrido explica: &#8220;Para Lacan, o objeto da fobia mascararia uma angústia fundamental do sujeito. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal situação ou “objeto” fóbico guardaria algum tipo de relação oculta com algum “elemento significativo da história do sujeito” (Roudinesco, 1998, p. 244) que se reveste nesse sintoma fóbico. Há, portanto, por trás da situação temida algum elemento da história do sujeito que se liga a ela, de forma imprevista, caso em que se torna necessário distinguir clinicamente uma coisa da outra.&#8221;Isto é, o celular representa algo mais para a pessoa para então criar esse cenário de medo do afastamento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pensando então na questão do vício e da fobia, Garrido levanta o questionamento: seria uma fobia ou uma compulsão? Há um grau de dependência em relação ao aparelho, e &#8220;para compreender a relação disso com o vício, a dependência, podemos refletir e considerar que os sintomas descritos para a nomofobia se parecem muito com a abstinência experimentada pelo sujeito que está sem seu “objeto” de vício.&#8221; </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Como diminuir a dependência digital? </b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A dependência digital é uma preocupação crescente justamente pelos impactos negativos que a imersão constante no mundo virtual pode gerar na vida pessoal e profissional de uma pessoa. Para combater esse problema, é fundamental adotar estratégias práticas e buscar apoio terapêutico, como defendido pelo psicanalista Caio Garrido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira medida para diminuir a dependência digital é reconhecer a ameaça que ela representa. Quando alguém percebe que seu comportamento está se tornando excessivamente dependente dessas tecnologias, chegando a interferir em seus relacionamentos pessoais e trabalho, é hora de considerar uma mudança. Nesse ponto, é válido buscar ajuda profissional, como a terapia psicanalítica ou outras formas de terapia, com potencial para tratar questões psíquicas associadas à dependência digital, como explica Garrido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto levantado por Garrido é a necessidade de promover o bem-estar físico e mental por meio de exercícios físicos regulares. Pesquisas científicas têm demonstrado que atividades físicas ajudam a melhorar o humor, diminuir estados de depressão e ansiedade, mesmo sem o uso de antidepressivos. Incorporar exercícios na rotina diária pode ser uma maneira eficaz de reduzir a necessidade de recorrer à tecnologia como escape emocional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, é crucial fortalecer as relações sociais interpessoais presenciais. A interação face a face é fundamental para a saúde mental, uma vez que somos seres sociais que precisam do contato físico com outros indivíduos. Como explica Garrido, &#8220;o corpo precisa se encontrar com outros corpos, não somente via internet.&#8221;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A busca por atividades externas também é essencial para afastar o sujeito da alienação que a tecnologia pode causar. Engajar-se em atividades de lazer, esportes ou projetos criativos fora do ambiente virtual proporciona uma desconexão saudável do mundo digital e uma sensação de realização pessoal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em resumo, adotar um estilo de vida mais equilibrado, focado em interações sociais reais e atividades externas, aliado a um tratamento terapêutico adequado, pode ajudar a alcançar uma relação mais saudável e consciente com a tecnologia, reduzindo os efeitos negativos da dependência digital em diversos aspectos da vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro ponto importante é buscar educação digital para entender os riscos provocados não apenas pelo uso exagerado de smartphones e redes sociais, mas também do compartilhamento de dados. É evidente que não podemos deixar de cobrar a responsabilidade das empresas de tecnologia em relação ao uso das nossas informações, mas, para que isso seja feito de forma eficiente, precisamos estar cada vez mais conscientes sobre os nossos direitos e os limites que elas devem respeitar. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Responsabilidade das grandes empresas</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A nomofobia, termo que une &#8220;no mobile phone phobia&#8221;, descreve a ansiedade e o medo associados à separação do celular. Embora se enquadre como um transtorno fóbico-ansioso, há debates sobre se pode ser considerada uma fobia genuína. A nomofobia vai além do simples medo de estar longe do celular. Garrido aponta que ela pode mascarar uma série de sintomas psíquicos, incluindo ansiedade social, compulsão e inibições. Dentro dessa complexidade, as empresas de tecnologia desempenham um papel crucial, tornando-se corresponsáveis pelos efeitos negativos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A linha entre nomofobia e vício tecnológico é tênue. O temor de perder eventos importantes, o chamado FOMO, pode desencadear ansiedade intensa, impactando negativamente a saúde. Os vícios, marcados pela dopamina, também entram em jogo. A ansiedade convertida em terror, característica das fobias, cria um cenário complexo. No entanto, a redução do problema à fobia é limitante, ignorando os diversos efeitos psíquicos dos aparelhos eletrônicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diminuição da dependência digital é essencial para um bem-estar equilibrado. Garrido oferece </span><i><span style="font-weight: 400;">insights</span></i><span style="font-weight: 400;"> valiosos: reconhecer a ameaça, praticar exercícios físicos regulares e fortalecer as relações sociais presenciais. A busca por atividades externas também é crucial para afastar o indivíduo da alienação digital.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O conhecimento sobre os riscos da tecnologia é fundamental. Educação digital permite compreender não apenas os efeitos negativos da dependência, mas também os perigos do compartilhamento excessivo de dados. Ao nos conscientizarmos de nossos direitos e limites, podemos enfrentar os desafios impostos pela era tecnológica de maneira mais eficaz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas, existe também a urgência de entendermos o papel das grandes empresas de tecnologia nessa questão. Essa ligação intensa com o prazer instantâneo altamente aditivo é habilmente explorado por elas. Nesse cenário, é importante entender que o desafio da &#8220;nomofobia&#8221; não está isolado em esferas individuais, mas é também uma responsabilidade coletiva. As estratégias de dependência não são acidentais; são cuidadosamente construídas pelas corporações em busca de lucro e engajamento. À medida que essas empresas otimizam seus produtos para capturar nossa atenção, muitas vezes negligenciam totalmente o bem-estar dos usuários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A questão da &#8220;nomofobia&#8221; nos leva a uma reflexão crucial: a necessidade de uma abordagem mais abrangente. À medida que avançamos nesse mundo cada vez mais digital, é imperativo que as empresas de tecnologia assumam a responsabilidade pelo impacto de suas inovações na saúde mental e emocional das pessoas. Reconhecer essa complexidade é o primeiro passo para enfrentar efetivamente esses desafios. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<hr />
<p><b>CAIO GARRIDO</b><span style="font-weight: 400;"> – Psicanalista e escritor. Idealizador da Ubuntu Psicanálise e mestre em Ciências da Saúde pela Unifesp com o tema dos sonhos noturnos (a partir da psicanálise). Tem seis livros publicados, entre romances, poemas, e crônicas, sendo os mais recentes &#8220;Paniricocrônicas: Crônicas dos Sonhos em Tempos de Pandemia&#8221;, projeto contemplado pelo programa ProAC, e o recém-lançado &#8220;A Nova Era Tecnológica: Redes Sociais, Inteligência Artificial e Realidade Virtual – Um olhar psicanalítico e social&#8221;</span></p>
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		<title>Artigo &#8211; Nomofobia existe mesmo? &#8211; Infor Channel</title>
		<link>https://mariaceciliagomes.com.br/midia-publicacao/artigo-nomofobia-existe-mesmo-infor-channel/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Cecília]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 26 Sep 2023 13:20:32 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Publicado em: https://inforchannel.com.br/2023/09/26/nomofobia-existe-mesmo/ Você seria capaz de passar uma semana inteira sem usar o celular? No modelo atual de interação de comunicação, isso poderia ser bastante difícil — seja por questões de trabalho ou manter contato com outras pessoas. Há algum tempo o aparelho vem deixando de ser um item opcional para se tornar uma [&#8230;]</p>
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<p>Você seria capaz de passar uma semana inteira sem usar o celular? No modelo atual de interação de comunicação, isso poderia ser bastante difícil — seja por questões de trabalho ou manter contato com outras pessoas. Há algum tempo o aparelho vem deixando de ser um item opcional para se tornar uma necessidade. Esse uso quase obrigatório é impulsionado por aplicativos pensados para prender a atenção do usuário por horas.</p>
<p>Inicialmente visto como um dispositivo capaz de aproximar as pessoas e criar uma comunicação mais eficiente, os aparelhos celulares hoje são usados para uma infinidade de coisas. Pedir comida, ouvir música, assistir vídeos, fazer fotos, participar de discussões e mais uma infinidade de usos. Ao lado desse uso constante, existe também uma grande demanda por captação de uso de dados dos usuários para fins publicitários e geração de receita.</p>
<p>As big techs, grandes empresas de tecnologia, investem cada vez mais em usar esses Dados para aperfeiçoar seus aplicativos e tornar os aparelhos e aplicativos indispensáveis para as pessoas. O problema é que essas estratégias não costumam levar em conta o bem-estar dos usuários, mas apenas ganhos financeiros.</p>
<p>A nomofobia é um termo usado para descrever a ansiedade e o medo que algumas pessoas sentem quando estão longe do celular. O termo é uma combinação de<span> </span><em>“no mobile phone phobia”,</em><span> </span>ou “fobia de não ter celular”, em tradução livre. Ela pode ser enquadrada como um transtorno de ansiedade classificado como transtorno fóbico-ansioso no CID 10 (Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde) da psicologia.</p>
<p>Contudo, apesar do termo e da possibilidade de ser encaixado no CID de transtornos de ansiedade, é importante ressaltar que não estamos falando exatamente de uma fobia. Consultei com o psicanalista Caio Garrido, que estuda os impactos dessas tecnologias, para saber melhor sobre a questão.</p>
<p>Segundo ele, o termo ainda não é usado na literatura psicanalítica, apesar de estar dentro dos transtornos de ansiedade e poder ser visto sob essa lente.</p>
<p>“Ainda não se vê uma discussão mais séria em torno desse novo tema das nomofobias nos círculos psicanalíticos mais importantes.”, ele explica. “Há sim um contínuo estudo, pesquisa, artigos e livros sendo lançados, assim como conferências na Psicanálise acerca do assunto das novas tecnologias em geral, e o impacto delas em nossa subjetividade.”</p>
<p>Existindo formalmente ou não, é fato que o termo faz referência a uma condição bastante real e que afeta cada vez mais pessoas: a incapacidade de se distanciar de aparelhos eletrônicos e redes sociais. Mas, ao ser rapidamente denominada como uma fobia, acabamos reduzindo os impactos desse tipo de tecnologia a apenas essa condição, talvez até reduzindo a sua complexidade.</p>
<p>Garrido explica que a fobia, “como estrutura psíquica (que se diferencia da neurose obsessiva, da psicose, e outras) é algo que compromete a vida do sujeito, que parece ser o que acontece no que denominam de nomofobia”. Mas, quando falamos sobre aparelhos celulares especificamente, há mais que apenas um medo de estar afastado dele, mas um verdadeiro temor, que pode ser relacionado com outros processos.</p>
<p>“Sob o guarda-chuva da nomofobia, parece que são colocados vários outros tipos de sintomas psíquicos, fobia esta que pode ser consequência de outros quadros psicopatológicos, ou esses quadros serem apenas facetas dessa identidade maior chamada nomofobia, tais como a ansiedade e fobia social, a compulsão, a agorafobia, as confusões identitárias, as inibições, entre tantos outros.”, explica Garrido.</p>
<p>Isso é, dentro da simplificação causada pelo nome “nomofobia”, estamos falando também de uma condição que interfere em uma série de outras alterações psíquicas. Falar apenas em medo de estar afastado do celular não questiona outros efeitos que o aparelho causa, além da dependência. Podemos citar como exemplo uma pesquisa dos Estados Unidos que indicou aumento da pressão arterial e batimentos cardíacos em pessoas que ficaram muito tempo afastadas de seus smartphones.</p>
<p>O FOMO, ou<span> </span><em>Fear Of Missing Out [medo de ficar de fora]</em><span> </span>é justamente o nome dado a essa ansiedade de perder algum acontecimento importante por estar afastado das redes. Uma notificação ou mensagem já podem ser gatilhos para ativar esse medo, criando uma necessidade imediata de checar o celular, por exemplo. Como explica Caio Garrido, o vício, de forma geral, é marcado pela produção de dopamina, um neurotransmissor relacionado à sensação de prazer e alegria. Falando sobre jogos de azar, por exemplo, esse sentimento positivo vem mais da tentativa e do risco de perder, do que do ganho em si. A expectativa gera uma descarga maior que o sucesso. Mas, ele ressalta: “a dopamina tem um certo estoque. Pode haver um déficit se há um excesso de gasto.”</p>
<p>Os smartphones e as redes sociais são capazes de gerar grandes descargas de dopamina e, por isso, seu uso exagerado é comparado com a relação que temos com outros vícios. Essa descarga de prazer instantâneo tende a ser bastante aditiva e as grandes empresas de tecnologia exploram justamente essa possibilidade de dependência. Cada vez mais pesquisadores buscam entender a relação entre vídeos curtos como aqueles usados no TikTok e depois levados para o Instagram Reels e YouTube Shorts e a produção de dopamina. E, ainda, como essa produção exagerada leva a escassez e pode influenciar outras questões de saúde mental.</p>
<p>Por isso, para que seja possível entender de fato a extensão do problema, precisamos entender que as engrenagens por trás dessa dependência não são responsabilidade individual e nem acidentais, mas alicerçadas em estratégias de grandes empresas. Com cada vez mais investimentos em otimização desses produtos, o bem-estar de quem utiliza é completamente ignorado. A “nomofobia” não representa apenas um dilema individual, mas aponta para uma responsabilidade mais ampla das corporações por trás dessas tecnologias.</p>
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		<title>Estadão &#8211; Sempre aceita todos cookies? Entenda os efeitos que isso tem em sua segurança digital</title>
		<link>https://mariaceciliagomes.com.br/midia-publicacao/estadao-sempre-aceita-todos-cookies-entenda-os-efeitos-que-isso-tem-em-sua-seguranca-digital/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Cecília]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Sep 2023 12:06:18 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Matéria: https://www.estadao.com.br/link/sempre-aceita-todos-cookies-entenda-os-efeitos-que-isso-tem-em-sua-seguranca-digital/ Eles estão presentes quando você pede comida ou carro por meio de aplicativos. E também ao entrar em sites de supermercado para repetir suas compras do mês. Fazer login em todos os ambientes usando o perfil do Google ou do Facebook, para não ter de decorar um montão de senhas? Opa, você topou [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Matéria: <a href="https://www.estadao.com.br/link/sempre-aceita-todos-cookies-entenda-os-efeitos-que-isso-tem-em-sua-seguranca-digital/">https://www.estadao.com.br/link/sempre-aceita-todos-cookies-entenda-os-efeitos-que-isso-tem-em-sua-seguranca-digital/</a></p>
<p class="svelte-1s4w66w">Eles estão presentes quando você pede comida ou carro por meio de aplicativos. E também ao entrar em sites de supermercado para repetir suas compras do mês. Fazer login em todos os ambientes usando o perfil do Google ou do Facebook, para não ter de decorar um montão de senhas? Opa, você topou com eles de novo. Os cookies de internet são tão cotidianos quanto tomar café pela manhã. Isso é bom ou ruim? Depende, dizem os especialistas. Para ter tanta comodidade, você acaba abrindo mão da sua privacidade em alguma medida. Uma troca não totalmente isenta de riscos, dependendo dos cookies que fazem parte do seu cardápio digital.</p>
<p class="svelte-1bvmc23">“Quanto mais comodidade, menos segurança e menos privacidade. Uma coisa conflita com a outra”, afirma Fábio Assolini, diretor da Equipe Global de Pesquisa e Análise da Kaspersky, multinacional britânica de cibersegurança. “Claro que tudo depende, mas faço questão de cuidar bem da minha privacidade.”</p>
<div class="uva-media-container  loaded P svelte-1dsh51s">
<figure class="svelte-1c06h3w"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="uva-image colagem svelte-pq5qhf" src="https://www.estadao.com.br/resizer/pDWVhPBCyytOBxTTDqAa1eZKhk0=/arc-anglerfish-arc2-prod-estadao/public/BI2DCFOMSBAZROVYXA2AWJ77BM.gif" alt="" width="580" height="580" /><figcaption class="svelte-1c06h3w"><span class="uva-credits">ETHIENY KAREN PEREIRA FERREIRA/ESTADÃO</span></figcaption></figure>
</div>
<p class="svelte-1bvmc23">Outra questão é que parte considerável das pessoas tende a ignorar avisos relacionados à privacidade e até se incomoda quando aparece a clássica pergunta “Aceita cookies?”, segundo Rodrigo Irarrazaval, que pesquisa comportamento dos usuários e é CEO da Illow, startup argentina com soluções para privacidade digital. Ao mesmo tempo, dizem estar preocupadas com seus dados, um comportamento batizado por especialistas como paradoxo da privacidade.</p>
<p class="svelte-1bvmc23">De acordo com o mais recente estudo realizado pela Illow, agora em 2023, 89% dos brasileiros aceitam todos os cookies sem ler o que aparece nas notificações dos sites. No ano passado, o<span> </span><a href="https://www.estadao.com.br/amp/link/cultura-digital/entenda-o-que-sao-cookies-e-como-eles-afetam-sua-privacidade/">porcentual era até maior,</a><span> </span>de 94%. Irarrazaval acredita que essa queda seja efeito dos últimos avanços na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD), que passou a valer de fato em setembro de 2020.</p>
<div class="P"><iframe src="https://www.thinglink.com/view/scene/1753510696328364900" width="100%" height="360" scrolling="no" allowfullscreen="allowfullscreen" data-original-width="640" data-original-height="360" data-mce-fragment="1"></iframe></div>
<p class="svelte-1bvmc23">Mesmo assim, apertar o botão “aceito” continua sendo algo automático para a grande maioria dos brasileiros. De acordo com uma pesquisa do Comitê Gestor da Internet no Brasil (GCI) divulgada em 2022, 60% dos entrevistados admitiram não ler integralmente as políticas de cookies dos sites e aplicativos que visitam. As principais razões são o tamanho excessivo dessas políticas (81%) e a complexidade delas (69%), segundo as pessoas ouvidas.</p>
<p class="svelte-1bvmc23">Existe o forte apelo do acesso imediato aos conteúdos, explica o especialista em marketing digital e comportamento do consumidor Maurício Felício, da ESPM. “O usuário quer ler a notícia, assistir o vídeo ou fazer um curso agora, não depois.”</p>
<p class="svelte-1bvmc23">
<span id="title-pill">QUE TIPO DE COOKIE VOCÊ ACEITOU?</span></p>
<p class="svelte-1bvmc23">Se neste momento você está pensando em fazer uma dieta total de cookies, talvez fique bastante frustrado com a experiência que vai ter em sites e em aplicativos. Em certos casos, ter acesso ao serviço será muito difícil ou mesmo impossível.</p>
<p class="svelte-1bvmc23">“Se os cookies não existissem, teríamos muitas dificuldades na usabilidade dos serviços online, porque é através deles que os serviços de streaming podem sugerir conteúdos relacionados ao seus gostos pessoais, por exemplo”, diz Assolini, da multinacional Kaspersky. Ele está se referindo aos cookies que incluem informações como credenciais de login, itens do carrinho de compras ou idioma preferido.</p>
<p class="svelte-1bvmc23">Esses são os chamados<span> </span><b>cookies primários</b>, que registram para os navegadores os seus hábitos quando você visita um site.</p>
<div class="uva-media-container  loaded M svelte-1dsh51s">
<figure class="svelte-1c06h3w"><img decoding="async" class="uva-image colagem svelte-pq5qhf" src="https://www.estadao.com.br/resizer/AExsFsuE8RhH22N72w4U4Ol6Leo=/arc-anglerfish-arc2-prod-estadao/public/L534ZSVEOZBYPBVGI26K2TMWGA.png" alt="" width="768" height="628" /><figcaption class="svelte-1c06h3w"><span class="uva-credits">JÚLIA PEREIRA/ESTADÃO</span></figcaption></figure>
</div>
<p class="svelte-1bvmc23">Mas eles não são os únicos que encontramos pelo caminho quando estamos navegando na web. No centro da polêmica envolvendo a tecnologia, os chamados<span> </span><b>cookies de terceiros</b><span> </span>ou cookies de publicidade são ligados a outros sites, e não àquele que você está visitando e para o qual deu o seu “sim”.</p>
<p class="svelte-1bvmc23">“A relação do usuário é com aquela empresa que ele escolheu e não com terceiros que ele nem sabe quem são”, observa o pesquisador Anderson Apolônio, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Na opinião dele, esse tipo de cookie é mais intrusivo e tem mais riscos potenciais à sua segurança.</p>
<p class="svelte-1bvmc23">Esses “biscoitos” de terceiros rastreiam seus passos na internet para entender seu comportamento e suas preferências. “A empresa que tem seu cadastro prévio também acessa automaticamente o que você faz dentro desse outro espaço”, explica Bruno Bioni, diretor-fundador do Data Privacy Brasil e membro-titular do Conselho Nacional de Proteção de Dados (CNPD). Isso explica em parte por que determinadas empresas de tecnologia detêm fatias enormes dos cookies de terceiros – ou rastreadores – por toda a web.</p>
<div class="P svelte-41q0nm">
<p class="P svelte-41q0nm">“A relação do usuário é com aquela empresa que ele escolheu e não com terceiros que ele nem sabe quem são”</p>
<p class="P svelte-41q0nm">Anderson Apolônio</p>
<p class="P svelte-41q0nm">Pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco</p>
</div>
<p class="svelte-1bvmc23">Esse é o caso do<span> </span><a href="https://policies.google.com/technologies/cookies?hl=pt-BR">Google</a>, por exemplo, que diz que os cookies de análise “ajudam a coletar dados que permitem entender como você interage com um serviço específico”.</p>
<p class="svelte-1bvmc23">
<span id="title-pill">DE OLHO NAS SUAS MIGALHAS</span></p>
<p class="svelte-1bvmc23">O banner digital que continua mostrando a você passagens aéreas para um destino do qual acabou de voltar, no entanto, está longe de ser o único problema com os cookies. “Criou-se um mercado com vendedores e compradores”, diz Assolini, diretor de Pesquisa e Análise da Kaspersky.</p>
<p class="svelte-1bvmc23">Segundo ele, existem grupos especializados em roubar os cookies e vendê-los para outros núcleos, que utilizam os dados armazenados neles para promover golpes. Essa negociação é feita em mercados da deep web, onde esses cookies são oferecidos em anúncios semelhantes aos de classificados de venda comuns. Ou seja, nem sempre o hacker responsável pelo roubo é o mesmo que utiliza as informações para golpes e fraudes.</p>
<div id="" class="uva-media-container  loaded M svelte-1dsh51s">
<figure class="uva-graphic"><iframe id="iFrameResizer0" src="https://arte.estadao.com.br/uva/?id=2lgGpQ&amp;show_title=false&amp;show_description=false&amp;show_brand=false" scrolling="no" data-uva-id="2lgGpQ" data-mce-fragment="1"></iframe></figure>
</div>
<p class="svelte-1bvmc23">Qualquer tipo de cookie pode ser sequestrado, mas os criminosos costumam ter alvos específicos. São as informações que os usuários entregam às redes sociais, webmails, portais corporativos, sites de bancos, plataformas de e-commerce, do mercado financeiro e de criptomoedas.</p>
<p class="svelte-1bvmc23">Os sistemas que mais sofrem ataques são Windows e Android. “Em alguns países, 90% dos desktops utilizam Windows. Nos smartphones,<span> </span><i>(a predominância)</i><span> </span>é do Android”, diz Assolini. “Então, o máximo que os hackers vão fazer é desenvolver uma versão da praga<span> </span><i>(software infectado com vírus ou programas maliciosos)</i><span> </span>para Windows e outra para Android.”</p>
<p class="svelte-1bvmc23">O Brasil ocupa o quinto lugar, junto com os Estados Unidos, no ranking de ataques hackers elaborado pela empresa de segurança cibernética Sophos. A lista é liderada por Singapura, onde 84% das organizações foram alvo de ataques no último ano. No Brasil e nos EUA, o porcentual ficou em 55%.</p>
<p class="svelte-1bvmc23">
<span id="title-pill">MANTER PRIVACIDADE É IMPORTANTE, ALERTAM ESPECIALISTAS</span></p>
<p class="svelte-1bvmc23">Para a advogada Maria Cecília Gomes, doutoranda na USP, a falta de entendimento sobre a<a href="https://www.estadao.com.br/link/cultura-digital/e-possivel-se-deletar-da-internet-especialistas-apontam-viloes-para-ter-vida-offline/"><span> </span>privacidade pessoal</a><span> </span>e dos dados como um direito dificulta a prevenção e punição de fraudes no País. A própria proteção de dados pessoais só se tornou um direito fundamental assegurado pela Constituição há pouco mais de um ano. “Nós temos aqui uma ideia muito flexível sobre o que é privado. As pessoas, às vezes, não têm nem mesmo essa percepção”, diz Maria Cecília.</p>
<p class="svelte-1bvmc23">Especialista em Direito Constitucional, o advogado Antonio Carlos de Freitas Júnior diz que os casos de vazamento de dados só geram reação dos brasileiros quando envolvem<a href="https://www.estadao.com.br/economia/golpes-bancarios-geram-prejuizos-no-pais/"><span> </span>fraudes bancárias<span> </span></a>ou algum tipo de prejuízo financeiro. “As pessoas não se importam com o uso de dados para publicidade ou coleta de outras informações sensíveis. Até pouco tempo atrás ninguém se preocupava com isso ou tinha a percepção de que o dado foi violado”, afirma.</p>
<p class="svelte-1bvmc23"><span id="title-pill">CLAREZA DE OBJETIVOS</span></p>
<p class="svelte-1bvmc23">Para especialistas ouvidos pelo<span> </span><b>Estadão</b>, é preciso garantir a transparência das políticas de cookies. Se forem claras e objetivas, informarem quais dados serão coletados e como eles serão utilizados, não há o que temer, segundo o advogado Luiz Felipe Di Sessa, sócio das áreas de Propriedade Intelectual e Tecnologia do escritório de advocacia Mattos Filho. “Não devemos vilanizar os cookies de uma forma absoluta”, afirma Di Sessa. “A implementação desses cookies pode ser muito boa para ambas as partes, mas é óbvio que se forem mal empregados podem causar danos.”</p>
<p class="svelte-1bvmc23">O problema é que nem sempre essa política é clara para o usuário. De acordo com uma pesquisa da universidade francesa Côte d’Azur, publicada em 2020 no Simpósio IEEE sobre Segurança e Privacidade, muitos dos banners de aviso são configurados para que o usuário seja direcionado a aceitar todos os cookies. Mais da metade (54%) dos sites analisados pelo levantamento apresentaram pelo menos uma violação suspeita de consentimento.</p>
<p class="svelte-1bvmc23">Bruno Bioni, do Data Privacy Brasil, acrescenta que há outro ponto de atenção: o design de sites e aplicativos. De acordo com ele, há uma discussão sobre o desenho de interfaces que sejam amigáveis para as pessoas poderem fazer escolhas genuínas, mas a prática revela que não é isso que prevalece. “O que as pesquisas mostram, na verdade, é que as pessoas aceitam<span> </span><i>(os cookies)</i><span> </span>porque muitas vezes é a escolha mais rápida que elas podem fazer. É o que chamo de design abusivo, manipulativo”, diz o especialista em dados.</p>
<p class="svelte-1bvmc23">Para o publicitário Bruno Brambilia, da empresa de inteligência de dados Big Day, a Apple é uma boa referência de equilíbrio. Ele diz que a empresa influenciou o comportamento do mercado ao exigir o consentimento dos usuários em cada um dos aplicativos utilizados. “Agora, toda vez que você baixa um aplicativo dentro do sistema da empresa, você dá a permissão se quer ser rastreado ou não. Antigamente, era normal todos os aplicativos rastrearem”, lembra.</p>
<p class="svelte-1bvmc23">
<span id="title-pill">O COMEÇO DO FIM</span></p>
<p class="svelte-1bvmc23">Longe de serem uma unanimidade, os cookies de terceiros estão próximos da aposentadoria. Resultado da preocupação crescente com a proteção de dados pessoais e com a privacidade online, navegadores como o Safari, da Apple, e o Firefox, da Mozilla, já desabilitaram o compartilhamento de informações com terceiros. Já o Google, navegador mais utilizado do mundo, anunciou que vai eliminar o suporte aos cookies de terceiros do Chrome somente no segundo semestre de 2024. Até lá, cabe aos usuários entenderem como funcionam os cookies e como navegar sem deixar uma infinidade de migalhas por onde passarem.</p>
<p class="svelte-1bvmc23"><span class="assina"></span><br />
<i><b>Com reportagem de:</b></i><i><span> </span></i><i>Adele Robichez, Amanda Botelho, Ana Carolina Montoro, Anna França, Camila Pessôa, Daniel Brito, Ester Caetano, Ethieny Karen, Gabriel Amorim, Iasmin Monteiro, João Coelho, João Vitor Castro, Júlia Pereira, Katarina Moraes, Laura Abreu, Luísa Carvalho, Luiza Nobre, Mirella Joels, Róbson Martins, Tamara Nassif e Victoria Lacerda</i></p>
<hr class="svelte-1jfkikg" />
<h3 class="svelte-14rqaar">O que você quer saber sobre cookies? Veja as dúvidas mais comuns</h3>
<div class="uva-media-container  loaded P svelte-1dsh51s">
<figure class="svelte-1c06h3w"><img loading="lazy" decoding="async" class="uva-image colagem svelte-pq5qhf" src="https://www.estadao.com.br/resizer/CVWkMZjEneKA07Z7ZJivAJAlPwY=/arc-anglerfish-arc2-prod-estadao/public/BALMEDQV6ZASTKZUN4WJTGHO3Y.png" alt="" width="580" height="606" /><figcaption class="svelte-1c06h3w"><span class="uva-credits">JÚLIA PEREIRA/ESTADÃO</span></figcaption></figure>
</div>
<p class="svelte-1bvmc23">Continuar aceitando todos os cookies ou começar uma dieta total, apagando todos os ‘biscoitos’ que estão no computador e no celular? Antes de partir para os extremos, vale a pena entender um pouco mais sobre o funcionamento dessa tecnologia. Reunimos algumas das dúvidas mais frequentes sobre o tema e entrevistamos especialistas para encontrar as resposta que você pode conferir abaixo.</p>
<p class="svelte-1bvmc23"><span>• <b>O que são cookies, afinal?</b></span></p>
<p class="svelte-1bvmc23">São um conjunto de arquivos que identificam o usuário que visita um site, o que permite a personalização de conteúdo através das informações coletadas entre o navegador e o servidor da página acessada.</p>
<p class="svelte-1bvmc23"><span><br />
• <b>Como funcionam os cookies?</b></span></p>
<p class="svelte-1bvmc23">Os cookies da internet são transferidos do servidor de um site para o navegador do usuário e armazenam informações sobre suas páginas. Cada cookie é identificado por um código exclusivo que conecta esses dados ao usuário. Quando o usuário volta a visitar o mesmo site, é o navegador que envia os cookies de volta ao servidor. As instruções para esse processo estão incluídas no cabeçalho do código do site, com atributos que fornecem diretrizes ao navegador, como o domínio do site associado e os dados de expiração do cookie.</p>
<p class="svelte-1bvmc23"><span><br />
• <b>Por que os cookies existem?</b></span></p>
<p class="svelte-1bvmc23">Os cookies foram criados para lembrar das informações da visita a fim de facilitar o próximo acesso e melhorar a navegação nos sites. Os cookies existem exatamente para tornar a experiência do usuário mais agradável. Sem eles, por exemplo, você precisaria fornecer novas informações sobre suas preferências a cada visita.</p>
<p class="svelte-1bvmc23">
<p class="svelte-1bvmc23"><span><br />
• <b>Que tipo de informações os cookies armazenam?</b></span></p>
<p class="svelte-1bvmc23">Eles registram as informações e preferências do usuário no site, analisam o perfil dos visitantes, exibem anúncios mais relevantes para cada pessoa e personalizam conteúdos e ofertas. “Os cookies não colocam nada na sua máquina, você digita algo e ele entende o que você quer, para depois oferecer mais sobre aquilo”, explica Fábio Assaf, fundador do Grupo Assaf, especializado em serviços de tecnologia da informação.</p>
<p class="svelte-1bvmc23"><span><br />
• <b>O que é feito com essas informações?</b></span></p>
<p class="svelte-1bvmc23">Qualquer ação personalizada que você realizar em um site é mantida na memória do servidor devido ao cookie fornecido em sua primeira visita. &#8220;Ao registrar os dados por meio dos cookies tudo será mais direcionado e personalizado de acordo com seus interesses e comportamentos de navegação&#8221;, diz Domingo Montanaro, da Ventura Risk.</p>
<p class="svelte-1bvmc23"><span><br />
• <b>Por quanto tempo os cookies ficam armazenados?</b></span></p>
<p class="svelte-1bvmc23">O tempo de armazenamento dos cookies varia de acordo com o tipo: os cookies de sessão permanecem ativos apenas durante a navegação no site, enquanto os cookies persistentes são exigidos mesmo após o fechamento da janela do navegador. Para eliminá-los, você deve fazer limpezas regulares de cookies no seu navegador de internet.</p>
<p class="svelte-1bvmc23"><span><br />
• <b>Qual a finalidade de coletar tantos dados?</b></span></p>
<p class="svelte-1bvmc23">O uso de cookies tornou-se uma ferramenta indispensável para boa parte dos serviços virtuais. Quando a política de privacidade do site é aceita, será &#8220;diagnosticado&#8221; o idioma de preferência do usuário, seus cliques recentes, detalhes de registro e outras configurações relevantes que podem ajudar na personalização e praticidade de cada página da internet. É por isso que, muitas vezes, quando você procura algum produto ou conteúdo, ele pode aparecer com mais frequência nas suas páginas da internet.</p>
<p class="svelte-1bvmc23"><span><br />
• <b>Quem utiliza os dados coletados por cookies?</b></span></p>
<p class="svelte-1bvmc23">O material coletado pelos cookies pode ser muito valioso para empresas e consumidores. Depois que o uso é consentido pelo usuário, tanto os cookies primários quanto os de terceiros são compartilhados pelo site inicial com outras empresas. Esses dados permitem uma comunicação mais eficiente, diz o publicitário Bruno Brambilia, CEO da Big Day, de inteligência de dados. “As empresas podem usar essa informação para impactar você com uma mensagem personalizada para cada vez mais aproximar a marca do consumidor final”, afirma.</p>
<p class="svelte-1bvmc23">De acordo com<span> </span><a href="https://cgi.br/publicacao/privacidade-e-protecao-de-dados-2021/">estudo do<span> </span></a><a href="https://cgi.br/publicacao/privacidade-e-protecao-de-dados-2021/">Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI)</a><span> </span>divulgado no ano passado, uma em cada cinco empresas brasileiras mantinham dados pessoais de clientes e usuários para realizar campanhas de publicidade e marketing em 2021. A pesquisa entrevistou 1.473 pequenas, médias e grandes empresas.</p>
<p class="svelte-1bvmc23"><i><b>Fontes:<span> </span></b></i><i>Doming</i><i>o Montanaro, perito em TI e cofundador da Ventura Enterprise Risk;<span> </span></i><i>Bruno<span> </span></i><i>Brambilia</i><i>, CEO da empresa de inteligência de dados Big Day; Fábio Assaf, fundador do Grupo Assaf, especializado em serviços de tecnologia da informação; Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI)</i></p>
<p class="footNotes svelte-fmghsx"><b>33º CURSO ESTADÃO DE JORNALISMO. REPORTAGEM:</b><span> </span>ADELE ROBICHEZ, ALEXANDRE MEIKEN, AMANDA BOTELHO, ANA CAROLINA MONTORO, ANNA FRANÇA, CAMILA FONTES PESSOA, CATARINA CARVALHO, DANIEL BRITO, ESTER CAETANO, ETHIENY KAREN, GABRIEL AMORIM, GABRIEL BATISTELLA, GABRIELA PEREIRA, GABRIELLA REIS, GEOVANA MELO, IASMIN MONTEIRO, JOÃO COELHO, JOÃO VITOR CASTRO, JÚLIA PEREIRA, KARINA FERREIRA, KATARINA MORAES, LAURA ABREU, LUÍSA CARVALHO, LUIZA NOBRE, MARCO DIAS, MIRELLA JOELS, RAFAELA FERREIRA, RARIANE COSTA, RÓBSON MARTINS, TAMARA NASSIF E VICTORIA LACERDA;<span> </span><b>EDIÇÃO:<span> </span></b>CARLA MIRANDA, ANDRÉIA LAGO E LUIZ FERNANDO TEIXEIRA;<span> </span><b>EDITORA DE INFOGRAFIA:</b><span> </span>REGINA ELISABETH SILVA;<span> </span><b>EDITORES-ASSISTENTES DE INFOGRAFIA:</b><span> </span>ADRIANO ARAUJO E WILLIAM MARIOTTO;<span> </span><b>DESIGNER:</b><span> </span>BRUNO PONCEANO;<span> </span><b>CONSULTORIA EM WEBDESIGN E DESENVOLVIMENTO</b>: FABIO SALES</p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Pensamento acelerado: por que estamos vivendo na velocidade 2x?</title>
		<link>https://mariaceciliagomes.com.br/pensamento-acelerado-por-que-estamos-vivendo-na-velocidade-2x/</link>
					<comments>https://mariaceciliagomes.com.br/pensamento-acelerado-por-que-estamos-vivendo-na-velocidade-2x/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Maria Cecília]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 Sep 2023 20:16:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filosofia da Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[economia da atenção]]></category>
		<category><![CDATA[filosofia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Em um mundo dominado pela tecnologia e pela constante busca por informação, o pensamento acelerado tornou-se regra. Vivemos em uma era onde a velocidade é valorizada acima de tudo, e isso se reflete em todas as facetas da nossa vida, incluindo a maneira como consumimos conteúdo em vídeo e a nossa percepção sobre a realidade [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://mariaceciliagomes.com.br/pensamento-acelerado-por-que-estamos-vivendo-na-velocidade-2x/">Pensamento acelerado: por que estamos vivendo na velocidade 2x?</a> apareceu primeiro em <a href="https://mariaceciliagomes.com.br">Maria Cecília</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-weight: 400;">Em um mundo dominado pela tecnologia e pela constante busca por informação, o pensamento acelerado tornou-se regra. Vivemos em uma era onde a velocidade é valorizada acima de tudo, e isso se reflete em todas as facetas da nossa vida, incluindo a maneira como consumimos conteúdo em vídeo e a nossa percepção sobre a realidade do mundo em que vivemos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, exploraremos o impacto do pensamento acelerado em nossa sociedade, especialmente no contexto do consumo de conteúdo na internet, e refletiremos sobre a necessidade de encontrar um equilíbrio entre a busca por informações rápidas e a valorização da qualidade e a profundidade de nossas experiências digitais.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Efeitos da aceleração de vídeos na aprendizagem e na vida cotidiana</b></h2>
<p><a href="https://onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1002/acp.3899"><span style="font-weight: 400;">Uma pesquisa realizada em 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, pela Universidade da Califórnia, procurou entender o impacto da velocidade acelerada na educação, especialmente entre os jovens. Os resultados mostraram que assistir vídeos em velocidades de 1.0x, 1.5x ou 2.0x não teve um impacto significativo no aprendizado. No entanto, houve uma queda no desempenho quando a velocidade ultrapassou 2.0x. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante notar que a pesquisa fez uma ressalva, sugerindo que a relação entre velocidade de reprodução e aprendizado pode variar dependendo da complexidade do conteúdo ou da presença de elementos visuais sobrepostos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra pesquisa, uma </span><a href="https://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2023/05/27/nao-tenho-paciencia-43percent-da-populacao-brasileira-vive-em-ritmo-muito-acelerado-diz-datafolha.ghtml"><span style="font-weight: 400;">conduzida pelo Datafolha</span></a><span style="font-weight: 400;">, revelou que 43% da população brasileira vive em um ritmo de vida duas vezes mais acelerado do que o normal. Nove em cada dez pessoas não se sentem calmas. Michelle Prazeres, fundadora do </span><a href="https://www.desacelera.org.br/"><span style="font-weight: 400;">Instituto Desacelera</span></a><span style="font-weight: 400;">, descreve essa sensação como a &#8220;aceleração social do tempo&#8221;, em que as mudanças acontecem em ritmo acelerado, dando a impressão de que tudo está ocorrendo mais rapidamente.</span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Pensamento acelerado: consumo na velocidade 2x</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A era digital trouxe consigo uma enxurrada de conteúdo em vídeo, e não é segredo que essa mídia se tornou a grande aposta de empresas e influenciadores. </span><a href="https://exame.com/bussola/52-dos-profissionais-de-marketing-investem-no-conteudo-em-video-diz-estudo-da-getty-images/"><span style="font-weight: 400;">Segundo uma pesquisa da Getty Images,</span></a><span style="font-weight: 400;"> aproximadamente 52% dos profissionais de </span><i><span style="font-weight: 400;">marketing</span></i><span style="font-weight: 400;"> estão aumentando seus investimentos no conteúdo de vídeo, argumentando que os vídeos são ideais para transmitir informações complexas, criar um senso de imediatismo e alcançar diversos públicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tendência é tão dominante que até mesmo os </span><i><span style="font-weight: 400;">podcasts</span></i><span style="font-weight: 400;">, originalmente concebidos como conteúdo de áudio, adotaram um modelo híbrido, incorporando elementos visuais em suas gravações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além das estratégias de </span><i><span style="font-weight: 400;">marketing</span></i><span style="font-weight: 400;"> e das redes sociais, a profusão de conteúdo sob demanda disponível </span><i><span style="font-weight: 400;">online</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem aproximado as pessoas cada vez mais dos vídeos. Séries, filmes, cursos e tutoriais estão acessíveis de forma gratuita ou a preços bastante acessíveis nas plataformas de <em>streaming</em>. No entanto, a oferta maciça de conteúdo coloca um dilema: como encaixar tudo isso nas nossas vidas diárias?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante desse dilema, muitos recorrem ao recurso de acelerar a reprodução de vídeos. A maioria dos <em>players</em> de vídeo atualmente oferece essa função, permitindo que os espectadores reduzam o tempo de exibição ou acelerem a reprodução em 1x, 1.5x, 2x e, em alguns casos, até 2.5x e 3x em comparação com a velocidade original.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao assistir conteúdos que sejam destinados a momentos de lazer na velocidade 2x, há um comprometimento da compreensão da história. As produções cinematográficas muitas vezes são criadas com ritmos específicos, pausas deliberadas e momentos de reflexão essenciais para a apreciação e construção da narrativa. Ao acelerar o conteúdo, perdemos essas nuances, diminuindo a qualidade da nossa experiência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse modelo de consumo de conteúdo também age ampliando a cultura do pensamento acelerado, onde a otimização do tempo é valorizada acima de tudo. Estamos realmente absorvendo o conteúdo de maneira significativa ou apenas consumindo informações de maneira superficial? Estamos vendo porque queremos ver ou por que consideramos uma obrigação estar por dentro dos últimos lançamentos e, por isso, a experiência não importa mais e sim o consumo por si só? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O pensamento acelerado não se limita apenas ao consumo de mídia. Ele se estende às nossas vidas pessoais e profissionais, onde muitas vezes nos sentimos sobrecarregados pela necessidade de fazer mais em menos tempo. Isso pode resultar em níveis elevados de estresse, falta de foco e uma sensação constante de pressa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A prática de assistir vídeos em alta velocidade é um sintoma de uma sociedade que valoriza a velocidade e a produtividade acima de tudo. </span></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><b>Sobrecarga de informações ou </b><b><i>information overload </i></b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra questão importante para essa discussão é o conceito de sobrecarga de informações — em inglês, </span><i><span style="font-weight: 400;">information overload</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://iorgforum.org/"><span style="font-weight: 400;">O Grupo de Pesquisa sobre Sobrecarga de Informação (IORG)</span></a><span style="font-weight: 400;"> explica que essa condição ocorre quando as informações disponíveis superam a capacidade de processamento do indivíduo no tempo disponível. Essa sobrecarga é uma consequência da produção constante e da disseminação massiva de informações, impulsionada por três fatores principais: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a coleta excessiva de dados: são tantas informações que não somos capazes de filtrar, processar e analisar tudo de forma adequada;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a falta de tempo para processar esses materiais devido à quantidade de prioridades e prazos que precisamos cumprir; e</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a presença de informações de qualidade duvidosa e a incapacidade de determinar o que é realmente confiável e válido. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A aceleração do consumo de vídeos parece oferecer uma solução para lidar com essa sobrecarga. A ideia é simples: em menos tempo, é possível acessar mais informações e decidir o que é relevante. No entanto, vale a pena questionar os custos dessa escolha para a nossa saúde física e mental. </span></p>
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<h2><b>Impactos do pensamento acelerado na concentração e no foco</b></h2>
<p><a href="https://www.forbes.com/sites/shanesnow/2023/01/16/science-shows-humans-have-massive-capacity-for-sustained-attention-and-storytelling-unlocks-it/?sh=5c1da5411a38"><span style="font-weight: 400;">Em 2015, surgiu na internet notícias de uma pesquisa que dizia que humanos estavam com uma capacidade de concentração de apenas oito segundos</span></a><span style="font-weight: 400;"> — menor que a de um peixinho-dourado. Pesquisadores da área disseram que aquele dado não existia e a fonte original da notícia acabou admitindo que o conteúdo era falso. Mesmo assim, a notícia causou comoção e até hoje há quem acredite nela. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa pesquisa não era real, mas existe sim um impacto das tecnologias atuais em nossa capacidade de concentração. </span><a href="https://time.com/6302294/why-you-cant-focus-anymore-and-what-to-do-about-it/"><span style="font-weight: 400;">Pesquisas realizadas pela professora de informática Gloria Mark, da Universidade da Califórnia</span></a><span style="font-weight: 400;">, mostraram que a mudança de foco das pessoas enquanto usam dispositivos eletrônicos ocorre em intervalos cada vez menores. No início dos anos 2000, a média era de 2,5 minutos e, segundo ela, recentemente, esse tempo diminuiu para alarmantes 47 segundos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos motivos é que nosso cérebro está condicionado a uma busca permanente por novidade. Os algoritmos das redes sociais e aplicativos nos fazem acreditar que precisamos verificar imediatamente nossas mensagens, redes sociais e notificações. Esse comportamento, alimentado pelo desejo de agilidade, está diretamente relacionado ao hábito de assistir vídeos em velocidade aumentada.</span></p>
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<h2><b>Repensando prioridades e diminuindo o ritmo</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Num cenário onde a velocidade e a incessante busca por informações são tão centrais, a prática de acelerar a reprodução de vídeos surge como tática para lidar com a imensa quantidade de conteúdo disponível. No entanto, esta tendência requer uma análise que vá além do indivíduo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As empresas de tecnologia desempenham um papel significativo ao promover essa cultura de consumo acelerado, enquanto enfrentam demandas cada vez maiores por produtividade. Quanto mais tempo os usuários passam navegando em redes sociais, assistindo a vídeos ou interagindo com aplicativos, maior a receita gerada por meio de anúncios e serviços </span><i><span style="font-weight: 400;">premium</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os usuários são cada vez mais pressionados a acompanhar o ritmo frenético de novidades e lançamentos, consumindo rapidamente uma quantidade cada vez maior de informações e conteúdo. No meio de tudo isso, estão muitos aspectos da vida cotidiana, incluindo trabalho e educação, que agora estão profundamente interligados com a tecnologia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pressão também está em realizar mais tarefas em menos tempo. Isso se traduz em práticas como multitarefa constante e a busca por maneiras de consumir informações mais rapidamente — e a aceleração de vídeos entra como uma ferramenta para atingir esses objetivos. </span></p>
<p><strong>E, como sabemos, essa necessidade de realizar cada vez mais tarefas em menos tempo tem como consequência o aumento nos níveis de estresse, esgotamento e até mesmo a uma redução na qualidade do trabalho ou da aprendizagem. </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao invés de se concentrar exclusivamente na velocidade do consumo, é essencial repensar nossas prioridades e, simultaneamente, exigir uma abordagem mais ética e responsável por parte das corporações que moldam nossa experiência digital. Por que estamos constantemente imersos em um ritmo frenético de busca por informações e como isso afeta nossa qualidade de vida? Como as redes sociais, celulares, aplicativos impactam e estimulam esse comportamento? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A busca por uma vida menos acelerada, com espaço para reflexão, contemplação e aprofundamento, deve ser uma meta coletiva em oposição a uma sociedade que valoriza cada vez mais a produtividade, mas muitas vezes negligencia a saúde, bem-estar e necessidades básicas dos indivíduos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Repensar a prática do consumo acelerado de vídeos é um convite para uma análise mais profunda sobre como escolhemos viver nossas vidas. Em um mundo cada vez mais rápido e saturado de informações, é preciso refletir sobre o que estamos escolhendo e o que estamos apenas deixando que seja escolhido por nós. </span></p>
<p><b>Indicações </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">[Site] O site do </span><a href="https://iorgforum.org/"><span style="font-weight: 400;">Grupo de Pesquisa sobre Sobrecarga de Informação (IORG)</span></a><span style="font-weight: 400;"> está cheio de indicações de leituras, vídeos e entrevistas sobre o tema. </span></p>
<p><a href="https://iorgforum.org/io-basics/"><span style="font-weight: 400;">https://iorgforum.org/io-basics/</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">[Livro] </span><a href="https://www.amazon.com/How-Do-Nothing-Resisting-Attention/dp/1612197493"><span style="font-weight: 400;">How to do nothing </span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Parece impossível fugir de toda essa tecnologia e necessidade de produção, mas o livro da artista e crítica Jenny Odell quer ser um guia para romper com essa lógica. Em “How to do nothing”, a autora fala da importância de valorizar o ato de não fazer nada, sem sentir culpa, em oposição a essa “economia da atenção”.</span></p>
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